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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Primeira Performance/Oficina Hoje Sou Hum; Amanhã Outro em escolas da cidade Pelotas

No dia 01/07, foi realizado a primeira Performance/Oficina do Processo de Qorpo Santo em escolas da cidade de Pelotas. Aconteceu na turma 1°A da Escola Estadual de Ensino Médio Nossa Senhora de Lourdes durante a realização do Estágio do aluno curso de Teatro Joanderson Floriano.

Foto de Joanderson Floriano

Iniciou com a busca dos alunos pelos "Seres verdes" (como foi chamado pelos alunos) na sala de aula, conduzidos até o salão de atos da escola.
Primeiramente foi realizado uma espécie de jogo com os alunos onde eles recebiam destes "seres" adereços para que pudessem construir personagens para um pequeno improviso. Foi Um momento importante para estes alunos, já que a proposta do meu estágio foi trabalhar com construção dramatúrgica, desta maneira durante todo o processo de estuda sobre a dramaturgia eles acabaram por ficar dentro da sala de aula, assim como outras matérias que os obrigam a ficar sentado em fileiras (acredito que este ponto poderia ter sido melhor desenvolvido durante as aulas). Com esse histórico dentro de sala, o ato de levar aos alunos para presenciar e participar de uma performance/oficina foi um momento de descarregar energias, exteriorizar vontades, além de deixar de lado vergonhas, medos e obstáculos de convivência, sendo então este um momento de grande significado para estes alunos.

Alunas em cena
Foto Joanderson Floriano

Alunos em cena
Foto Joanderson Floriano

Além de se desafiarem a entram em cena, se propuseram também a colocar em pratica, ou melhor em cena dramaturgias criadas por eles, o que enriqueceu ainda mais o momento, já que se sentiam protagonistas do momento.
Em uma avaliação Andrei, aluno participante diz.
"Ter saído da sala e ver o trabalho do professor fora da sala foi legal, para que a gente soubesse um pouco mais da profissão. Me senti com vergonha de contar a história que escrevi, mas colocar ela em pratica foi muito tri"
Assim, avalio que essa saída poderia ter sido realizada em vários outro momentos, mas que valeu a pena para o meu crescimento e para a experiência de cada alunos ali presente.
Alunos assistindo a performance dos colegas
Foto Joanderson Floriano

Ao final houve uma conversa com os alunos aberto a questões, duvidas, e curiosidades, onde foi importante para que compreendessem o trabalho realizado com o Chroma key utilizado no Hoje Sou Hum Amanhã Outro, além de mais uma vez terem a possibilidade de se expressarem. 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Intervenções performáticas em Pelotas

Em meio a Copa do Mundo de Futebol os Qorpos estavam soltos por Pelotas, experenciando o momento urbano, que estava vendo o Brasil jogar. Performamos no centro e nos bares e com o sentindo aguçado para outros Qorpos que se faziam presente e ao mesmo tempo aparte da sociedade. Contemplamos aos excluídos de uma sociedade burguesa.


Fotos de Thiago Rodeghiero


domingo, 8 de junho de 2014

III Mostra Artística DCE UFPEL, Poética em Movimento

O projeto Boca de Cena apresentou na III Mostra Artística do DCE a performance com o titulo de "Invólocros do Qorpo Santo" na abertura do evento.
A exposição, que conta com a curadoria de Priscila Barthel e Gabriel Nogueira estudantes de Artes Visuais da UFPel, ficará aberta até o dia 27 de junho . Esta mostra contou com diversas linguagens artísticas como artes visuais, dança, teatro, música e performance.
A performance do projeto do Boca parte de uma experimentação de uma pesquisa que estamos desenvolvendo em ações que borram texto-vídeo-corpo-cena.







Imagens de Daniel Luerce

sábado, 7 de junho de 2014

A performance


A performance dentro das artes está ligada a dança, teatro, musica, malabarismo, pintura, entre outros. Mais que isso pode-se associar a palavra ao desempenho do "performer" ou executor da ação. 
Na arte contemporânea a Performance ganha um outro sentido, um outro lugar tratando-se de um interstício entre tais atos citados anteriormente. 
Então o que é a performance e qual sua função?



Seria a de chocar o espectador?


Ou então de transmitir alguma mensagem?


Ou poderia ser utilizada como forma de manifesto?


Também pode ser usada como forma de exteriorizar o que há dentro do performer?


Ou feita somente para apresentar a arte como a arte?

Independente de quais questões o performer o publico crie, a performer nada mais é que o ato de se encontrar com o publico e vivencia o momento poético que ali proposto. Um momento, alguns minutos, algumas horas, alguns dias que são permitidos pelos dois lados, publico e performer de possibilitar um intimidade e criar um  laço de sinceridade das duas partes. 

sábado, 10 de maio de 2014

Dispositivos de cri(AÇÃO)

Assumir as tarefas na criação que desenvolve o movimento em cena;
-Pesquisa(Ação)
-Esbarrão;
-Cavar espaços;
-Trajetória, quadrado, ritmo, Tatara, taraaaara;
-Quadrado, corpo em uma direção e cabeça em outra;

Apropriação do espaço, em si mesmo e com o local, existem outros modos de pensar o movimento, lançar os estímulos e perceber o corpo em (AÇÃO)



Post por Tatiana Duarte

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Entrevista com João Bosco B. em Rio Grande

Assassinamos tudo o tempo todo. 
A natureza e nossa própria espécie.
Animais com instinto corrompível. Crueldade. Miséria..

Performance de João Bosco B. "Voodoo" na Cinelândia,  Rio de Janeiro 2001



A entrevista com JBosco Borges, foi uma conversa descontraída sobre arte-vida-performance. Maturação da performance desde que comece a pesquisar.
Performance, para o diretor e artista "é uma invasão mesmo, direta, sem avisar, sem horário sem nada. Uma invasão direta no cotidiano".

Imagem de Thiago Rodeghiero

Imagens de João Bosco B. Performance "O ESTRANHO CASO DO DR JEKYLL" na casa de festa em POA/RS-Dr.Jekyll

Imagem de João Bosco B. Vodoo em Rio Grande de calçadão 

Imagem de Domenica Ortiz Voddoo no Cassino bar Floresta 

Imagem de João Bosco em Porto Alegre em um Museo

  






sábado, 5 de abril de 2014

Minha vida em Performance!

Estou em fase de TCC, e com isso minhas pesquisas voltaram, estive no fim de semana na cidade de Rio Grande para conectar-me onde tudo começou na minha arte da cena.
Foi na cidade reencontrar amigos e família, pois minha performance não é dissociada da minha vida, estive com o diretor de teatro João Bosco B., onde fiz um vídeo sobre "Performance", irei publicar a entrevista na sequência.
Por hora a recordação das minhas raízes cênicas e um "estalar" das lembranças das performances que aconteceram e ecoam em mim.

Tatiana Duarte, João Bosco B e Thiago Rodeghiero 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Teaser - Hoje sou hum, Amanhã Outro

Apresentação do processo da peça, "Hoje sou hum, Amanhã Outro", baseado no texto de Qorpo Santo.


No processo de criação a diretora Alexandra Dias levou estímulos para o grupo investigar o pensamento criativo e o corpo ativo em cena, buscou desenvolver ações “extracotidianas”, colocando os atores em “risco”. Descobrindo assim outras matrizes de encontrar personas ligadas ao dramaturgo. Através de leituras que o grupo estudou sobre o autor, o projeto entendeu que o dramaturgo transpassa entre personas e personagens, e assim tentou transpor para a nossa visão de cena.

 

Post por Tatiana Duarte

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Performance na disciplina de História do Teatro IV

Estou fazendo a disciplina de história do teatro IV da ufpel, essa disciplina esta sendo ministrada pelo professor João Lima. Que esta incentivando a prática para relacionar com a teoria de teatro, e com isso o grupo do qual fiquei, se colocou em risco, fazendo em aula, uma performance inspirada no cotidiano e em  textos de Artuad.

Professor da disciplina de História do teatro IV UFPEL

Manifesto Performático: 
Eu tenho um projeto de teatro!!!

Partindo da leitura de fragmentos de texto "O TEATRO E SEU DUPLO" de Antonin Artaud.

Nosso grupo foi atravessado pelo sensível do cotidiano e levados pelo som do piano que o pessoal música estava exercitando no prédio do centro de artes, nos colocando em uma atmosfera propícia para performanar, e também em meio a uma leitura, eu Tatiana Duarte, sugeri aos colegas do grupo, que fizéssemos uma performance. O texto era de Artaud, e nós já estávamos contaminados pela crueldade dos que é fazer teatro na academia burguesa. 
Toda atmosfera conspirou a favor dando potência as ideias que estavam surgindo no momento, pensando em ações para executar as tarefas dos quais colocamos como risco em cena.
A prática do manifesto fez com que nos aproximássemos com a teoria e para entender um pouco mais o assunto que estávamos lendo. Pensando na crueldade e no grito que o movimento do teatro, vem agitando ao logos deste anos.
A organização teve como estimulo as tarefas, onde cada um realizava algumas ações, e falávamos frases já separas com a leitura do texto.
Colocamos junto as ações uma cadeira, que era um objeto de estimulo e que também hora leva, hora deixa ser levada. A cadeira representa para nós um objeto do comportamento humano de condição social e emocional e por isso que ela foi bem pontual na performance. 


Imagens de João Lima 

Frases: A Cadeira é um objeto de comportamento humano.

AÇÕES + OBJETO
Caminhar+ Texto+ Distribuir= Questionar  
Sentar+ Texto
Bilhetes + Texto
Cadeira +Texto+ Movimento+ ações= performance
Texto de Tatiana Duarte

Texto de impressões do colega Ryan Hafyd de Carvalho sobre nosso manifesto e como o grupo organizou-se em cena.

Eu tenho um projeto de teatro!!!

Partindo da leitura de fragmentos de texto de Antonin Artaud
Através da leitura do texto proposto fomos provocados pelo grupo a uma criação coletiva de ações performáticas para contextualizar o entendimento adquirido no encontro ministrado pelo Professor João Lima na disciplina de História do Teatro IV.
O texto no trouxe provocações no formato de bilhetes contendo as frases, e a inquietação musical do espaço trouxe a inspiração para as ações. Primeiramente a ideia de resignificação do corpo que se doa para uma ação extracotidiana em um espaço cotidiano junto a outros corpos. A ação de sentar. Primeiramente o corpo que senta ao chão trouxe uma nova fruição à frase garimpada no texto, trouxe ao grupo o questionamento deste sentar como ação ou como comportamento já preestabelecido. Decidimos que o sentar e o andar seriam nossas ações básicas.
Incluir nestas ações de sentar e andar variações de formas e ritmos e posterior incluir um objeto para desafiar esta ação cotidiana, o objeto escolhido foi a cadeira. Sujeito no fragmento de texto que á vê como símbolo de um comportamento humano. Sentar-se e andar de forma extracotidiana em uma cadeira ou com uma cadeira, variando com ações de sentar com a cadeira, na cadeira, entre a cadeira arrastando a cadeira puxando e empurrando a cadeira resignificando o objeto até então símbolo deste comportamento humano sentar.
Os fragmentos do texto escolhido foram frases abaixo:
Não prostituirás o teatro.
A cadeira é um símbolo de comportamento humano.
Eu tenho um projeto de teatro, ele é simbólico performático.
Utilizamos os fragmentos como proposto pelo grupo, lançados no decorrer do processo de forma espontânea e sensitiva, conforme necessidade de emitir sons usavam as frases, suas repetições, ecos, em diversas formas e momentos.
E também na forma física de bilhetes escritos a mão com as frases hora inteiras hora fragmentadas.
Usar o texto foi interessante, pois trouxe um clima de aproximação entre a turma que acabara de debater o mesmo, e passar mesmo que de forma rápida pelas frases ditas nas ações trouxe um estranhamento.
O fato de permitir-se foi a meu ver o saldo positivo deste trabalho performático, pois todos foram participativos num processo concebido de forma horizontal e construtiva.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

I Encontro Regional PIBID Teatro RS



Os PIBIDIANOS realizaram durante dois dias um encontrão, onde foi discutidas as ações de teatro dentro das escolas e na comunidade, onde estão inseridas, o evento contou com "OFICINAS", "APRESENTAÇÃO CÊNICAS", "BANNERS", "APRESENTAÇÃO ORAIS" entre muitas conversas sobre o teatro e como ele se mistura a escola e seu contorno. O projeto acompanhou ativamente participando das oficinas, apresentações com as oficinas de Improvisação Teatral e Jogos Teatrais (UFSM) e a Performance, Espacialidade e re-enactment (UFRGS), que finalizamos em replicar uma performance que já foi feita por crianças na escola. Partindo de tarefas a serem feitas em conjunto.

Um resumo teórico da proposta da oficina:

I Encontro Regional PIBID – Teatro/RS
Proposta de Comunicação Oral/Resumo
PERFORMANCE, ESPACIALIDADE E O RE-ENACTMENT

 TAVARES, Gabriela Tarouco – Bolsista de Graduação
FISCHER, Geraldo – Supervisor da Área de Teatro
SANTOS, Vera Lúcia Bertoni dos - Coordenador da Área de Teatro

Palavras-chave: performance, espaço, arte educação, re-enactment.

O trabalho apresenta uma experiência realizada no âmbito da escola pública, que parte da performance como prerrogativa para o ensino de arte junto a estudantes da Educação Básica e como alternativa à vertente comumente desenvolvida nas aulas de teatro da escola; e discute a possibilidade reestruturação performativa na perspectiva do re-enactment. A experiência envolveu pesquisa teórica a partir da leitura de textos de Richard Schechner e Josette Féral, dentre outros, práticas artísticas na área de performance como elemento pedagógico, e realização de performances durante os intervalos dos turnos diurnos das escolas parceiras do PIBID-Teatro/UFRGS: o Instituto de Educação General Flores da Cunha e o Colégio Estadual Julio de Castilhos. A exploração das performances  proporcionou visões diferenciadas quanto ao uso do espaço, visto que foram realizadas em espaços externos às salas de aula. Ou seja, o uso não cotidiano do espaço possibilitou perceber as potencialidades estéticas da escola, desafiando o olhar, na medida em que o direciona a um acontecimento estético que ocorre num espaço que, habitualmente, possui outras funções. Nesse sentido, levanta-se a possibilidade de reviver o acontecimento noutro outro espaço e contexto, e por outros performers. A esse respeito, Feix (2010) questiona: “re-enactment seria um re-fazer de uma performance, dentro de uma perspectiva quase museológica de conservação, ou se apresentaria como um desdobramento, uma multiplicação, uma contaminação artística?” . 

 1- O trabalho articula-se a outras duas propostas submetidas ao I Encontro Regional PIBID-Teatro/RS: a Oficina Performance, espacialidade e o re-enactment; e a Apresentação artística Uma performance pode ser re-feita?
 2- FEIX, Tania Alice. O Re-Enactment como prática artística e pedagógica no Brasil. E-misférica, v. 8.1, s/n, 2010.

REVIVER UMA EXPERIÊNCIA PERFORMÁTICA

Post por Tatiana Duarte 

sábado, 19 de outubro de 2013

Entrevista com André Masseno

Na segunda edição do Programa de Estudos em Performance (PEP) - projeto vencedor do Prêmio Açorianos de Dança 2012 - o performer carioca, André Masseno, que há 14 anos desenvolve espetáculos solos com o intuito de discutir as relações entre a arte, sexualidade e gênero, traz a Porto Alegre o espetáculo “ O Confete da Índia”

As alunas do curso de teatro e dança foram semana passada em Porto Alegre passar quatro dias em uma vivência com o ator, bailarino e performer André Masseno, onde experienciaram junto com outros pesquisadores estimulando a performance individual.


O espetáculo dialoga com a postura corporal do desbundante, arte e atitude contraculturais entre os decênios de 1960 e 1970, produzindo um jogo de deglutição e reprocessamento do alheio, gerando um acontecimento repleto de gestualidades, imagens e estados de presença que revisitam a experiência física do corpo –em –desbunde. Neste espetáculo, o desbunde é a experiência corporal do êxtase, quando o corpo se desloca para fora de si (ek – stasis) em direção a um estado de explosão e transbordamento.


A pesquisa do performer e sua composição é bem particular,  ministrou a oficina "Produção de Presença" parte do seu trabalho "Confete da Índia". Quem fez a entrevista do vídeo foram as alunas do curso da UFPEL, Cleyce Colins e Tatiana Duarte.



Índia seus cabelos
                           
E a doce meiguice desse seu olhar

Índia da pele morena

Tatiana Duarte

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

III Circuito Regional de Performance BoDeArte

Procurando editais na internet achei esse edital, III Circuito Regional de Performance BoDeArte  e me inscrevi com a vídeo-Arte Fêmeo Parte II.
Neste edital o mais interessante é um grupo de artista, que não tem incentivo público e mesmo assim eles querem fazer um movimento artístico em performance, fazendo um manifesto sobre "Corpo Ausente" ganhando com isso um corpo forte, com a diversidade dos tipos de performance que estão sobre o pesamento humano.
Esse movimento será todo online em conferência de vídeo.
Para quem se interessou em se inscrever neste edital no site do evento diz como se inscrever, então terão que mandar um e-mail com um currículo resumido e um foto de sua performance. A comissão irá escolher o trabalho através deste material.

  
Post por Tatiana Duarte

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Bem me quer... Mal me quer

Uma das cenas do espetáculo "Olhar do Outro" interpretado por Lumilan Noda vem chamando a atenção.

Foto: GuguPortugal  
Escola N. S. de Lourdes
                                        
   Uma cena talvez simples, mas que quando feita em um espaço onde os que a prestigiam, são os mesmos que tem de seguir uma regra imposta pelo espaço onde estão inseridos. Ou seja, ter a sua frente uma cena em que o uso do Cigarro é necessário para a composição do texto e a performance é algo que deixa os alunos das escolas um tanto que atônicos, afinal, está ali um elemento até então proibido dentro do espaço escolar. 
   Mas passado a cena o murmúrio entre os que estão sentados segue sendo os mesmos, hora com tom de deboche pelo cheiro do cigarro, hora com tom de curiosidade sobre as possíveis aberturas que o teatro dá nos espaços onde são apresentados.
   Contudo, é cabível relembrar a cena em que é projetado o vídeo da atriz Fernanda Montenegro em que a mesma deixa claro a importância de que para ser um ator tem de querer estar naquele local, sem viver de imaginações e desejos, mas sim saber reconhecer que nada será fácil.
   Que mágica é esta que o teatro consegue em seus espectadores?
   Talvez seja nestas ações que surgem os novos amantes do teatro, o olhar desafiador com aqueles que representam e daqueles que irão representar. Neste momento imagino que sim, muitos que estão iniciando nesta área se imaginam como atores de filmes, novelas, pensando somente na glória, Paetês, realização de desejos entre outras coisas...
   Sobretudo, percebo que um simples elemento cênico é capaz de florar um desejo daqueles que observam toda a ação...
   Que venham os novos artistas cênicos, e que o desejo não seja passageiro, mas sim algo que com a dificuldade fortaleça.

-GuguPortugal

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Experiencias para um ato performático

Estou pesquisando exercícios que estimulem o ator performático criador para meus alunos no Assis Brasil, onde realizo as aulas de estágio II de teatro ufpel.
Venho me debruçando sobre arte e cena e como a performance vem modificando a cena atual, os conceitos e experiencia no ato pode ser transfonadora e enriquecedor ao meio escolar.

Exercícios para o ato performático não brigar com o cotidiano:

dia 1

1- ocupar o menor e o maior espaço com os objeto que estão ex: mochilas, bolsas e jaquetas para não negar o cotidiano;

2- mexer o rosto e acordar o corpo;desenhando com o ombro e reverberando ao corpo sua iniciais;

3- utilizar a técnica do abraço "Pequenas ações terroristas: O Abraço"


4- trocar objetos com os colegas em silencio;

5- dispor esses abjetos pela sala como em uma galeria de arte; depois os colegas vão observar sua própria instalação seguida de textos sobre o que estão vendo.

Nuvens de possibilidades a partir da presença das pessoas;Limites do corpo;

dia 2

1-Aquecer o corpo, voz e a mente;

2- Dançar mexer o corpo;
3- moldar o corpo do outro através de imagens;

4-Jogar vôlei com outros objetos que os alunos vão escolher;

Tirar fotos dos participantes para fazer um mural de tiro ao
alvo; Com me relaciono com minhas imagens?



Como negociamos a passagem na performance?
Como se da a descoberta do corpo através dos objetos?

Frase do Jean Racine " O que é bom em segredo é melhor em Publico"

Estou lendo “O Homem e seus símbolos”, no capítulo "simbolismo nas artes plásticas" escrito pela Dra. Aniela Jaffé. Onde ressaltei esse citação da autora, Kandinsky escreveu em seu famoso ensaio A proposito em arte; “Cada época recebe sua própria dose de liberdade artística, e nem mesmo o mais criador dos gênios consegue transpor as fronteiras desta liberdade”

domingo, 21 de abril de 2013

Oficina Matteo Bonfitto Programa, Dramaturgia # Tenções, Ressonâncias

Programa
Dramaturgia
#
Tensões
Ressonâncias
Performativo “Efetivo”
Entre o ator e o performativo

Termodinâmicas relacionais

Oficina sobre “O Ator e o Performer: diferentes noções de treinamento” Com Matteo Bonfitto, ator, diretor e pesquisador teatral.

Minha experiência em participar da oficina, foi de descobertas sobre ecos de tensões,  recebendo e compreendendo os modos diferenciado de tarefas, e com isso transformar o sentido de atmosfera para o performer. Junto com o espectador criando tensões com ações, tendo uma aproximação do que observa, através da participação ativa. Transbordar os limites.



O Espectador passa a ser participante, abrir parte da experiência indo para rua.
O que essas manifestações afetam?
Modos diferentes de trabalho tipos de atuação, lógicas deferentes.
-Enfrentar ações
-Ação e espetáculo
Quais as questões que esta ação abre?
Deslocamento da ficção para não ficção. Instauração de experiência, observar os outros tipos de experiência que se abre.
“No ato da performance “
“O Como” é fundamental.
Como a performance faz o ato?
A ação é abertura da questões, uma ação que modificava o pensamento.
No período medieval aconteciam diversas manifestações  performáticas em feras e nas ruas, exemplo disso é o exercício do “Peixe” onde Galileu passava pelas ruas com um peixe grande e fedido, para transformar a ação em relação ao outro.
Uma ação que te mobiliza para ter uma relação diferente ao outro.
“Se perde-o a capacidade de mobilizar as pessoas com o teatro” -Talvez- “um reflexão sobre”
Reinventar  os espaços, observar os espaços, e como o outro olha nos modifica. Levantar questões sobre a condição humana o estar no lugar. Outras competências sobre as coisas do mundo, ampliar as relações e percepções.
Construir outras competências performativa é o efeito gerado pela a experiência sobre o ato. Mesmo sentado em uma poltrona pode ser performativo, mas com entregar diferentes.



Programas
1-Ocupar o mesmo lugar no espaço;
2-Perder o equilíbrio testando os próprios limites;
3-Falar deitado sobre os próprios medos;
4-Andar de olhos fechados contando piadas;
5-falar o mais rápido possível sem perder a articulação;
6-Ajudar uma pessoa atravessar a sala sem tocar no chão;
7-Falar 3 minutos tudo o que passa na cabeça;
8-Dizer uma sequencia de palavrações sem mudar o ritmo;
9-Fazer ações cotidianas como se fosse super-herói;
10-Olhar para outro sem pensar e descrever o outro em 10 segundos;
11-Espalhar segredos escritos em papel, sem assinar o nome, e sem ser notado pelo grupo;


Ações-Observação
1-Simulação/ Não simulação
2-Experiencia/ Faz de conta
3-Atuação/Não atuação

Prática de Exercício
Em circulo com uma relação bem simétrica na forma, todos olhando para o centro deste circulo, respirando com profundidade. Inspirando e baixando o corpo contando até 8, voltando com o mesmo numero, ficando de quatro com inspirando erguendo a cabeça e o quadril, expirando encolhendo cabeça e quadril, fica de cócoras cada um de seu jeito. Viramos de costa para fora do circulo, respirando com sons de vogais.
1-Escorregar
2-deslizar
3-Cair
Caminhar pelo espaço e encontrar um parceiro, fica um de frente para outro, fazer movimento mas ninguém comandar esse movimentos temos que estar conectados nas ações.
Através do numero que cada um escolheu vai para um canto da sala e começa explorar as ações já previamente estabelecida.



Em circulo cada grupo, vai ao centro refazer as tarefas, e alguns escolheu tarefas que ficaram sozinhos, apresentam no centro do circulo suas ações.  



1-Desequilíbrio com domínio técnico, o corpo quando encontra outros movimentos encontra outras corporeidade e projeção de voz. Modifica e explora o risco. Representação e não experiência. Esse desequilíbrio é bem difícil de fazer, pois queremos estar no controle a todo o memento. Sozinho
3-Experiencia pessoal senti as coisa que me deixavam com medo, fiquei tremula e com essa experiência pretendi acessar um estado no chão. Fiquei tremula e chorei.
6-Cumplicidade de grupo uma importância para o que se estava sendo feita, não atuação, uma ar lúdico com a cumplicidade de todos olho no outro em realizar a tarefa e o quanto isso modifica o nosso interesse sobre a tarefa.
7-Evolução de atuação, misturando com experiência, ao longo foi se misturando com experiências.
 8- Os palavrões sendo projetado de forma agressiva, uma simulação, sem explorar outras maneira de serem ditas, mas com um comando de falar os mesmo com amor, o sentido muda.
9-Simulação com propriedades corporais, ao longo com comandos o imaginário foi sendo explorado de forma criativa. Um homem sozinho.
10-Comenta sobre o perfil de cada um que atravessa o circulo, mais ao longo vai inventado história, aprofundando camadas e descrição superficial do que observa no momento em que se passa.
11-Observação em palavras sobre o que sente e vive, o performer ausente na ação, ele é o ativador do processo desencadeia a ação não sendo o foco mas sim o viabilizador da tarefa.
O que achei em um bilhete;
-“Não gosto de sentir Ciúme, inveja, mas cresço com o que sinto”.  
Ação amplia as noção e o espaço, vai do impulso até a manifestação explícita. Ampliar as latências sobre as ações;
Ações psicofísica do processo interno e externo, gerando estado na conexão psicofísica;
O que, quer ver, e não percebe o que esta acontecendo, representar o presente, não tem a predefinição.
Como vai acontecer?
Tem um roteiro mais não se sabe como vai acontecer e não é improvisação, porque é no ato do fazer, “precisão relacional”
Precisão na relação no momento do fazer a ação, ampliando a visão.
Matteo comenta que na dança as vezes o desenho do dançar pode ser estéreo, porque quando o coreografo cria, ele coloca a precisão mas o bailarino coloca a técnica, o bailarino que representa o movimento pode ficar sem vida, mesmo com a beleza das técnicas.
Tensão da simulação, noção de precisão relacional; Qual a importância da ação?
Lógicas diferentes de ação. Mentir é um eco, uma dilação para um desejo no ato de replicar a mentira.
Presença através  da dilação, para quem vê, quem faz nem sempre pode ser tão ideal.
O que a atuação gera?
Tipos de presença, quer dizer que o corpo trabalha o expressivo;



Tarefa criar um “Manifesto”
1-Encontrar um lugar, e ficar em silêncio por algum tempo de 3 a 5 minutos, se percebendo de outro jeito.
2-Escrever um manifesto “pessoal”, “O que eu quero dizer para o mundo”
3-Pegar o material necessário para o transmitir a expressividade do manifesto, pensar em ações, inventar uma ação com pessoal ou sem;
4-Criar um programa, uma ação performativa, trazer a ação que materialize a experiência que eu quero instaurar;



Meu manifesto ”O Peso do mundo, começa pela as pessoal”



Não planejar o “como” e sim o que poderíamos determinar “o que”.
A ação acontece uma vez, e também pode se dar de varias vezes. O desenvolvimento da ação performática se diferencia do teatro, por não acontecer a representação, o ato é único e explosivo.
Qualidade de atenção de ser fazer uma vez, a performance como um “rito de morte”, “nascimento” entre outras coisa, que só acontecem uma vez e o quanto o ato modificam, gera uma serie de efeitos para quem faz , observa.
“Represente fica no teatro”
O fazer algo que um dia foi vivo, como no teatro que repeti os movimentos, para percepção temos que limitar algumas coisas e com isso reproduzir sensações que estimulem a arte, na relação se fazer algo que não se tem o abito.
Como por exemplo; Picasso em sua fase do azul, o artista ficou limitado somente na cor azul para explorar os tipos e texturas.
“Todo dia pode ser importante, como pode ser o hoje, agora”
Como eu me coloco nas coisa?


Prática de Exercício
Em circulo com uma relação bem simétrica na forma, todos olhando para o centro deste circulo, respirando com profundidade. Inspirando e baixando o corpo contando até 8, voltando com o mesmo numero, ficando de quatro com inspirando erguendo a cabeça e o quadril, expirando encolhendo cabeça e quadril, fica de cócoras cada um de seu jeito. Viramos de costa para fora da roda.
Bonfitto diz não aos “corpos mudos” é o manifesto dele. Corpo, impulso movimento, respiração e sonoridade.
Ter clareza para perceber que o corpo não é mudo. Porque o corpo tem que ser silêncio?
Como criar a fluidez do corpo a respiração e o som?
Um corpo pode ser condutor de corporeidades, e com diversos sonoridades.
O que sobrou da ação, quando você não tem personagem e nem história?
Latências;
O ator pode se apoiar nos personagens e esquece o “resto”;
Esse “resto” é o trabalho do performer. E o quanto podemos aproveitar, o que
estamos fazendo?
O corpo presente;
“Os fazer de conta que estamos ali”; A presença como “isca” na palavra por Bonfitto.
Que tipo de presença minha ação pede?
Será que a preparação não teria que vir do material?
Como que eu vou preparar para que isso aconteça?

-Tensão da atuação, não atuação;
-Ser um canal para ação acontecer;
-Entender e acredito;
-Não entendo mas acredito;
-Lógica do fazer para tornar vivo;
-Não observar como consumidor e sim como artista;
-Ações que envolvem instruções;
-Disponibilidade cênica;
Como se colocar no lugar do outro no ato da performance?
Teatro performativo, espaço vazio, abrir para o espectador participar. A ação performática sentindo e experimentando.
                                                   

 Post por Tatiana Duarte