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sábado, 25 de outubro de 2014

OFICINA COM MICHELLE OUTRAM "A PERFORMANCE A PARTIR DE MATERIAIS CULTURAIS"


A oficina irá possibilitar a exploração do uso de materiais culturais na performance. Os participantes irão trabalhar em estreita colaboração com Michelle e em pequenos grupos para explorar métodos de estratificação dos conteúdos que trouxerem para a performance. Será criado um trabalho multidisciplinar com demonstrações curtas que serão compartilhadas entre os participantes, explorando uma variedade de modos de presença, as relações espaciais entre o performer e público, explorando nossa percepção sobre conteúdos culturais.
imagem de Lumilan Noda 

Michelle desenvolve um trabalho combinando dança / movimento, som, instalação e projeção de vídeo. Ela é licenciada em Estudos da Performance pela Universidade de Sydney e foi professora na Edith Cowan University, na Austrália. É radicada em Londres, onde desenvolve a maioria dos seus trabalhos artísticos.
Atividades:
Carla Vendramim: Então a primeira tarefa é escolher um material o qual possa fazer parte da sua trajetória ou cultura pessoal. Em termos de materiais, pode ser um vídeo, um objeto, um texto… enfim… pense em algo que faz sentido para vc.
Dia 03/10/2014
No encontro só tinha mulheres Michelle só falava em inglês e para mim a dificuldade de entender e me expressar começou quando a Carla me falou que ela só falar em inglês, mas Carla me acalmou dizendo que ela iria me traduzir. Ficamos em roda no sentadas no chão e conversamos sobre os objeto, e sua importância para cada uma, Carla falou de sua avó e levou  um terço que a vó tinha feito com pedras e a cruz quebrada, para ela a cruz quebrada tirava o peso da religião, Ana levou um poema que remetia a Medeia, Nury levou duas bonecas construídas por mulheres de uma instituição de manicômio, eu levei dois objetos um brinco da minha vó e um vídeo que fiz no verão, deste mesmo ano em uma visita, descrevi para o grupo a dificuldade em achar meu objeto e que minha escolha do brinco e do vídeo foi porque estava em um processo de criação que ela era parte e já queria fazer conexões com os objeto que remetessem minha vó.  
Michelle nós falou sobre a importância do objeto e que ele diz muita coisa e que o performer serviria de suporte para o acontecimento neste caso de integrar ao objeto no ato performático.
Com isso terminou o encontro e ficando expectativa do que viria no dia seguinte já combinamos de ficamos juntas até no horário do almoço e decidimos fazer um piquenique para nos entrosar mais e compartilhar as experiências.
04/10/2014
Pensamento que vieram a tona neste dia “ Eu sou a minha bagagem cultural, passando por tudo que já trilhei, as viagens os encontros e desencontros, tudo.
Michelle –Porque trabalhar com alguma coisa?
-O performer não ser o elemento central
-Que discurso faz sentindo hoje?
-Como a performance pode dar apoio ao material?
-Porque o objeto fala por ele mesmo?
-Como contar uma história através do objeto sem que a pessoa esteja lá?
-Conectar com o público ao material, a performance do corpo presente. O performer fala com o público assim como eu estou falando com vocês a partir do abstrato, como se fosse múltiplas visões sobre a mesma ação. A performance é quando o espectador é atingido pelas impressões e com isso faz o próprio significa e identifica então com o material proposto pelo o performer.
Ela comenta que fez uma performance com várias projeções com material histórico, em uma sala e que ela tocava violão selo.
O material é o elemento principal desta descoberta performática, é a linha condutora que costura camadas de sentindo.
Como chegar na performance partindo do objeto:
Eu e Carla compartilhamos as relações sobre os objetos que levamos eu o brinco e ela o colar, nós estávamos reproduzindo em símbolos nossas avós e alguma de suas características em colocar em cena o objeto e deixando que ele conte por si só sua trajetória.
Contem para a Carla sobre os segredos de minha família e que alguns não eram revelados e que o objeto me remetia a lagrimas que a primeira imagem foi em colocar ele na boca, que representava segredos não ditos.
Carla experimento na boca para agente ver como ficaria plasticamente imagem, e ela foi me ajudando a construir minha imagem aos poucos e conversando sobre a experiência.
Ficamos um pouco expondo nossas histórias e até que Michelle veio para saber se agente já teria afinado nossa percepção sobre o objeto. Com isso falamos as imagens que nos veio, e ela sugeri-o foto dos brincos que eles fossem de alguma forma para a boca de Carla que me ajudou a estar em cena compartilhando a performance.
Michelle tirou 3 fotos e compilou em um programa para que ficasse em looping e com essa imagem eu projetava nos olhos da Carla passava para o rosto dela até chegar na boca dela. Que simbolizava as coisa não ditas da família.
Partindo disto eu fiquei na sala escura com a projeção e comecei a investigar as possibilidades que a projeção e o objeto podiam me proporcionar em corpo e movimento, Michelle pediu que eu não tivesse movimento expandido, era tudo interno que pequeno.
A projeção de minha emoções, a respiração profunda o pé que mexer partindo disto, as mãos que se encolhem, o sorriso a secura da garganta minha salivação viscosa e seca que lentamente descia pela garganta, era difícil de engolir, todas esses movimento partindo de dentro para fora em pequenos e intensos movimentos que partiram da projeção, onde eu estou posicionada ao lado, ou na frente.
As interferências das imagens vieram a partir da projeção que deixou ecos em mim de pequenos movimentos. Eu me coloquei no meio da projeção para interferir com meu corpo na projeção e submergir dentro dela.
Porque escolhi esse objeto e este vídeo?
O que eu queria escutar?
Que segredos eram esses que ninguém tinha escutado?
Quais eram os desejos que estavam ali naquela escolha?
O corpo que puxa para baixo e para os lados eram como um estilhaçar do corpo em várias direções e que roupe com as coisas que tinham que sair que ficaram escondidas no dna.

Experimentei a projeção, eu na lateral da projeção, uma planta no meio das pernas, os cabelos no rosto, deixando-me levar pelos movimentos contidos enfatizando os segredos.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Oficina gratuita homenageia 450 anos de Shakespeare

Ao todo, foram 37 peças e traduções em mais de 80 idiomas. Lá se foram 450 anos desde o nascimento do dramaturgo William Shakespeare (1564-1616), mas o sucesso de personagens como Romeu e Julieta e de frases como "ser ou não ser, eis a questão" ficaram eternizadas e serviram como inspiração para inúmeros filmes e adaptações teatrais. Em homenagem a mais um aniversário do grande autor britânico, a Fundação Nacional das Artes (Funarte) promoverá oficina gratuita com cerca de 30 vagas sobre a filmografia baseada em sua obra. As atividades começarão em 8 de agosto em São Paulo (SP).

Os encontros terão a coordenação do diretor, ator, professor e pesquisador Ronaldo Marin, que analisará com os alunos as principais características das adaptações de Shakespeare para o cinema. A oficina vai, entre outros pontos, comparar produções assinadas por diversos diretores, considerando as escolhas estéticas de cada um e o momento histórico da realização em estudo.

As inscrições já estão abertas e ficam sujeitas ao número disponível de vaga. Os interessados devem mandar e-mail para: oficinasfunartesp@gmail.com, com nome, telefone e breve carta de interesse. A oficina busca ser um estímulo para que seus participantes – leigos ou estudiosos – busquem uma aproximação mais estreita com este autor. A iniciativa é do projeto Capacitação de Artistas, Técnicos e Produtores nas áreas de Teatro, Dança, Circo e Técnicas Cênicas, da Funarte.

Oficina: Interpretação em Shakespeare através das adaptações cinematográficas
De 8 a 22 de agosto | Terças e sextas, das 16h às 20h
Ministrante: Ronaldo Marin 
Público-alvo: pessoas ou grupos com interesse na filmografia baseada na obra de William Shakespeare
Vagas: 30 
Inscrição: oficinasfunartesp@gmail.com (enviar nome, telefone e breve carta de interesse)
Gratuita.
Complexo Cultural Funarte São Paulo. Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, São Paulo, SP. Tel (11) 3662-5177

Texto de Cecilia Pinto Coelho, retirado do site do MinC.

sábado, 28 de junho de 2014

Oficinas do Palco de Feiras!



Começa mais uma etapa para a Cia Olhar do Outro, agora com o projeto "Palco de Feiras!".
Umas das propostas do projeto é capacitar e qualificar a comunidade em geral e também artística, oferecendo 2 oficinas gratuitas com 2 profissionais em Teatro.
Confira a programação em nosso blog e caso estejam interessados se inscreva neste link www.oficinaspalco.vai.la

as vagas são limitadas.

Tatiana Duarte

quarta-feira, 21 de maio de 2014

CenaRua - Festival de Artes Cênicas na Rua


O cenário é a rua. Já o palco, pode ser a calçada ou a grama. 

De 22 a 25 de maio Pelotas será cenário e palco: o CenaRua 2014 – 1º Festival de Artes Cênicas na Rua, terá sua primeira edição.

O evento privilegiará o Teatro, Circo e Dança, seus desdobramentos e hibridismos, promovendo espetáculos cênicos de rua, além de atividades formativas voltadas para profissionais, acadêmicos da área e comunidade em geral.

Nesta primeira edição, o CenaRua terá como principais locais de suas atividades o Centro Histórico de Pelotas, além de outros localizados em seu entorno e de fácil acesso. 
O encerramento do evento, com diversas atividades, acontecerá no Piquenique Cultural, dia 25 de maio.

O CenaRua é uma iniciativa do Teatro do Chapéu Azul e da Dalida Artística Produções, e conta com a participação da Cia. Teatral Aurora, Grupo MALV, Cia Teatro do Sol (RG), Coletivo Arteirxs, Clã Lua de Ísis, Lara de Bitencourt, Juliana Charnaud, Carlos Prado, entre outros.

PROGRAMAÇÃO

22.05 – QUINTA
13h-17h – Oficina | O teatro é o outro | Ministrante: Rodrigo Rocha | CH: 4h | Valor: R$15,00
Local: Museu do Doce (Casarão 8) - Praça Cel. Pedro Osório esq. Barão de Butuí
16h – Matinê dos Palhaços | Palhaço Tomé e Encompanhia de Palhaços
Local: Praça Cel. Pedro Osório
17h - A Farsa do Advogado Pathellin
Local: Praça Cel. Pedro Osório
19h - A Cena na Rua: Experiências, Reflexões e perspectivas
Participantes: Prof. Chico Machado CEARTE/UFPEL, Maria Bonita Comunicação, Lóri Nelson,Fabiano Dôres da Silveira e Lara de Bittencourt
Local: Museu do Doce (Casarão 8) - Praça Cel. Pedro Osório esq. Barão de Butuí

23.05 – SEXTA
09h - 12h – Oficina | Jogo teatral e lógica sensorial | Ministrante: Lara de Bittencourt | CH: 9h | Valor: R$25,00
1º encontro
Local: Museu do Doce (Casarão 8) - Praça Cel. Pedro Osório esq. Barão de Butuí
14h - 17h – Oficina | Jogo teatral e lógica sensorial | Ministrante: Lara de Bittencourt | CH: 9h | Valor: R$25,00
2º encontro
Local: Museu do Doce (Casarão 8) - Praça Cel. Pedro Osório esq. Barão de Butuí
15h - A gaivota diferente | Cia Teatro do Sol (RG)
Local: Praça José Bonifácio (Catedral)
18h – 21h | Oficina | Estilo Tribal, Fusões Orientais e Expressividade | Ministrante: Morgan Mahira | CH: 3h
Local: Museu do Doce (Casarão 8) - Praça Cel. Pedro Osório esq. Barão de Butuí
19h– 22h – Oficina | Irmandade bufa: Treinamento em bufo | Ministrante: Fabiano Silveira | CH: 9h | Valor: R$ 20,00
1º encontro
Local: Casa do Trabalhador - Rua Santa Cruz, 2454 (entre Ruas Major Cícero e Dr.Cassiano)

24.05 – SÁBADO
09h – 12h | Oficina | Como nascem os palhaços? | Ministrante: Lóri Nelson | CH: 3h | Valor: R$10,00
Local: Museu do Doce (Casarão 8) - Praça Cel. Pedro Osório esq. Barão de Butuí
09h | Oficina | Teatro de Rua | Ministrantes: Cristiano Bittencourt e Marcele Nascimento | CH: 4h | Valor: R$ 15,00
Local: Praça Cel. Pedro Osório
10h30min – 12h30min | Oficina | Fotografia: Valorização do Registro de Espetáculos de Rua | Ministrante: Juliana Charnaud | CH: 3h | Valor: R$ 20,00
1º encontro
Local: Praça Cel. Pedro Osório
11h - Cont'Ação: Teatro Aqui-Agora
Local: Praça Cel. Pedro Osório
14h - 17h – Oficina | Jogo teatral e lógica sensorial | Ministrante: Lara de Bittencourt | CH: 9h | Valor: R$25,00
3º encontro
Local: Museu do Doce (Casarão 8) - Praça Cel. Pedro Osório esq. Barão de Butuí
14h30min – Cena Dança
Solo: Estilo Tribal | Morgan Mahira | Clã Luas de Isis
Solo: Na tentativa de contar você... | Taís Botelho
Solo: Outonar-se | 
Local: Esplanada dos Artistas em frente ao Theatro Sete de Abril
15h - O Grande Circo Rataplan | Grupo MALV
Local: Calçadão
16h - Varal de Haikais | Coletivo Arteirxs
Local: Praça Cel. Pedro Osório
16:45h – TabaTaba | Cia Teatral Aurora
Local: Porto de Pelotas
19h– 22h – Oficina | Irmandade bufa: Treinamento em bufo | Ministrante: Fabiano Silveira | CH: 9h | Valor: R$ 20,00
1º encontro
Local: Casa do Trabalhador - Rua Santa Cruz, 2454 (entre Ruas Major Cícero e Dr.Cassiano)

25.05 – DOMINGO
09h-12h | Oficina | Perna-de-pau | Ministrante: Miguel D’Ávila | CH: 4h | Valor: R$15,00
Local: DCE UFPEL - Gonçalves Chaves 660 esq. Sete de setembro
14h-18h | Oficina | Fotografia: Valorização do Registro de Espetáculos de Rua | Ministrante: Juliana Charnaud | CH: 3h | Valor: R$ 20,00
2º encontro
Local: 24º PIQUENIQUE CULTURAL – Praça Dr. Francisco Xavier (rótula da Av. Juscelino Kubtschek e Gal. Netto, próximo ao Asilo Filadélfia e ao campo do G.E.Brasil)
15h - A Ida ao Teatro | Teatro Universitário Independente – TUI (Santa Maria/RS)
Local: 24º PIQUENIQUE CULTURAL – Praça Dr. Francisco Xavier (rótula da Av. Juscelino Kubtschek e Gal. Netto, próximo ao Asilo Filadélfia e ao campo do G.E.Brasil)
Tarde – Oficina | Irmandade bufa: Treinamento em bufo | Ministrante: Fabiano Silveira | CH: 9h | Valor: R$ 20,00
Saída de Rua – 3º encontro
Local: 24º PIQUENIQUE CULTURAL – Praça Dr. Francisco Xavier (rótula da Av. Juscelino Kubtschek e Gal. Netto, próximo ao Asilo Filadélfia e ao campo do G.E.Brasil)

Para mais informações, acesse o evento do CenaRua.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Oficina Commedia Dell’Arte em Porto Alegre

Dias da oficina em Porto Alegre 04, 05, 06 e 07 de fevereiro de 2014. Sala 309 da Usina do Gasômetro. 40... 41 Graus Celsius.


PRIMEIRO DIA
- 15 minutos para alongamentos a critério de cada um.
- Som e movimento: em círculo, move a cabeça pra direita-meio-esquerda-meio-direita... a cada batida do tambor. Para atender ao chamado que ouviu.
Depois vira cabeça e tronco, depois vira cabeça, tronco e pernas.

- Dança em dupla: parecido com dança dos ventos, só que há uma linha que o casal não pode ultrapassar. Por vezes eles se enfrentam e trocam de lugar bem rápido.

- Caminhadas-tipo:
Estímulos sonoros foram utilizados, através de uma espécie de mini-tambor. Som da batida em 4 tempos, depois uma batida para os 4 tempos e depois nenhuma batida para os 4 tempos.
Ao caminhar, numa batida para, ouve o som, vira a cabeça para um lado, vira o corpo para o respectivo lado, arruma as pernas para o mesmo lado, “ganha motivação” (pode ser um inspirar ou um murchar, dependendo do que está senti visto-sentido pelo personagem) e caminha em direção ao objetivo;
Variação: escuta chamado, vira cabeça em direção ao chamado, ganha motivação, vira o tronco, e vira os pés.
Pés – caminhar calcanhar e ponta, ponta e calcanhar, caminhar calcanhar e ponta pelo lado de fora do pé.

- Dança circular: chutando o ar. PRA FRENTE, PÉS. direito  direito, esquerdo  esquerdo, ATRÁS direito direito, esquerdo esquerdo, FRENTE direito esquerdo ATRÁS direito esquerto, FRENTE direito esquerdo, Junta e “HEY!”.



SEGUNDO DIA

- 15 minutos para alongamento livre.

- Jogo das cadeiras:

- A energia dos quatro elementos passada para o corpo: ar (foco no peito, encher de ar, sentimento de “eu posso tudo, ninguém pode comigo”, apaixonado, superioridade), água, terra (chão, rigidez, forte, bravo) e fogo (sexual, pés, mãos, quadril ou todo corpo se move muito rápido como chamas de fogo). Como se fôssemos um balão, passamos por todas as quatro energias. Fizemos também da cintura pra cima com uma energia e pra baixo com outra, utilizando-se de duas.

- Tese, Convencer: esse exercício tem o objetivo de exercitar o modo de prender a atenção do público, para que o público seja levado junto com a ação do personagem. A ação só é crível quando o personagem imagina a história e sente, então não basta apenas as movimentações do corpo; todos apresentamos uma tese (escolhi o tema “eletricidade”) e procuramos trabalhar o convencimento do público. É uma característica do personagem Doctore, porém o objetivo desse jogo não foi explorar esse personagem e sim o engajar do público na ação. Há uma necessidade de executar o que o Fábio chama de triângulo: a expressão do personagem, deve ser transmitida para o público. Desse modo, em muitos momentos o personagem olha para o outro e novamente para o público, para transmitir o sentimento. O público faz perguntas para que o apresentador da tese explique melhor, e esse último cheio de certeza, sem dúvidas, argumenta cheio de razão explicando e deixando de usar a fala para usar sílabas. Às vezes põe uma palavra ou outra, mas é mais balbuciado.

- Máscara e mudança de sentimento: duplas. Um entrará feliz e o outro triste, um de cada lado. Antes de iniciar, combinam quem contará uma coisa balbuciada ao outro. Encontram-se e se percebem, se olham, olham para o público para repassar o sentimento de surpresa. Um determina e vai ao ouvido do outro contar. Um, triste ou feliz, contei algo ao outro. O outro se contagia com o sentimento que o personagem passou, invertem os sentimentos, e saem para os lados que estavam indo.

Observações: a máscara tem o poder de ampliar a expressão que o ator traz;

TERCEIRO DIA

- 15 minutos para alongamento livre.
- Dança coreografada das espadas: em duplas (vídeo). De início utilizamos quatro bastões por dupla. Dois marcavam uma cruz no chão, e os outros dois serviam de espada a cada jogador. Ao som de uma música-tipo. Para início, nos posicionamos um frente ao outro, cada um segurando o seu bastão com ambas as mãos, na altura acima da cabeça. Pé direito apoiado com a meia ponta no chão. Troca os lugares, iniciando os pulos com o pé direito e voltando dos pulos com o mesmo pé, depois se faz uma girada antes da batalha que começa com o pé esquerdo e termina com o direito na frente. Depois de bem treinado, tira-se o X do chão. Eu fiz Ataque, defesa, ataque. Ataque pé esquerdo na frente, defesa pé direito na frente.

- Personagens tipo e algumas das suas características:

Arlequim: Base (joelhos levemente flexionados); Movimentos leves de pés, braços e mãos. Pé dobra, olha na direção do calcanhar, vê que não vem vindo ninguém e parte rápido na direção contrária a que olhou por primeiro.

- Enamorados: não usam máscaras. Peito aberto, cheios de ar.

- Doctore: discursos com argumentos muito lógicos, óbvios, cheio de razão. Tudo é cheio de razão.

- Zani: Escravo, seguidamente para os seus serviços para devanear nas suas fantasias compensatórias de riqueza e prazeres, os quais não possui mas que o entusiasmo pela possibilidade o faz deslumbrar uma realidade imaginária vista apenas por ele e/ou juntamente com alguma escravo colega seu. Ao ser chamado pelo patrão, há uma quebra no devaneio, fazendo-o voltar a realidade e observar que ao seu redor, a oposto do que parecia, nada do que almejara era de fato real.

Colombina: Peito e Bunda, e fogo.



 Texto de Lumilan Noda sobre a oficina em POA



Post Tatiana Duarte

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Novo integrante Voluntário do Projeto

Nesta semana entrou para o projeto um novo membro, Joanderson Floriano, ele quer colaborar com as ações do projeto de forma voluntária sem bolsa. Ele começou na quarta-feria e já está recebendo oficina de dança e de edição de vídeos, ministrado por Gugu e Tatiana Sato. O novo integrante que está se adaptando com a nossa linguagem, colocou a mão na massa e dirigiu uma vídeo-arte, para oficina de Premiere, que vai ocorrer na quarta com a orientação da Tati Sato.


Apresentação de Joanderson Floriano a equipe do Boca de Cena 
Evoé e seja Bem vindo.


Post Por Tatiana Duarte 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Inscrições para oficina "Leituras em Cena"

Chega a Pelotas, no final deste mês, o Projeto Sesc Dramaturgia. Entre os dias 26 e 28 de agosto, Felícia Johansson ministrará a oficina “Leituras em Cena”. As ações acontecerão no horário das 14h às 18h, na Unidade do Sesc (Rua Gonçalves Chaves, 914). A atividade tem vagas gratuitas e limitadas.

A diretora teatral Felícia Johansson ministrará as atividades do projeto Sesc Dramaturgia “Leituras em Cena”, que, além de ser um resgate de grandes obras que dificilmente são montadas e uma prática que propicia o encontro entre iniciados e iniciantes no exercício da carpintaria teatral, contribui para a formação de plateia e para o aprimoramento e intercâmbio entre os profissionais da área.

Outras informações podem ser obtidas no Sesc Pelotas, pelo telefone (53) 3225-6093.

Programação:
Sesc Dramaturgia: Leituras em Cena
Data: 26 a 28 de agosto
Horário: 14h às 18h
Local: Sesc (Rua Gonçalves Chaves, 914)
Inscrições gratuitas

Texto: Ecult

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A primeira entre as 10 apresentações a serem feitas

Enfim a primeira apresentação do Boca de Cena ocorrerá, e isto se dará nesta Terça-Feira - 25/06 - pela manhã na Escola Félix da Cunha. O trabalho intitulado Olhar do Outro servirá como um momento de troca direta com o aluno, já que após a apresentação o grupo dará oficinas aos alunos da escola.

Outras escolas também irão experienciar esta oportunidade, são elas:
Pedro Osório;
Cassiano do Nascimento;
Ginásio do Areal;
CAVG;
IF Sul;
MonSenhor de Queirox;
Escola Municipal Pelotense...

Podemos dizer que "enfim o ano começou"?
Talvez, mas como as atividades já vem sendo uma rotina na preparação de um novo espetáculo, seria melhor dizermos que enfim as apresentações começaram..
Esperamos que cada aluno e escola saiba aproveitar estas oportunidade, esperamos que seja enriquecedor e que possamos com este trabalho deixar uma pequena semente na cabeça de cada aluno.

GuguPortugal

domingo, 21 de abril de 2013

Oficina Matteo Bonfitto Programa, Dramaturgia # Tenções, Ressonâncias

Programa
Dramaturgia
#
Tensões
Ressonâncias
Performativo “Efetivo”
Entre o ator e o performativo

Termodinâmicas relacionais

Oficina sobre “O Ator e o Performer: diferentes noções de treinamento” Com Matteo Bonfitto, ator, diretor e pesquisador teatral.

Minha experiência em participar da oficina, foi de descobertas sobre ecos de tensões,  recebendo e compreendendo os modos diferenciado de tarefas, e com isso transformar o sentido de atmosfera para o performer. Junto com o espectador criando tensões com ações, tendo uma aproximação do que observa, através da participação ativa. Transbordar os limites.



O Espectador passa a ser participante, abrir parte da experiência indo para rua.
O que essas manifestações afetam?
Modos diferentes de trabalho tipos de atuação, lógicas deferentes.
-Enfrentar ações
-Ação e espetáculo
Quais as questões que esta ação abre?
Deslocamento da ficção para não ficção. Instauração de experiência, observar os outros tipos de experiência que se abre.
“No ato da performance “
“O Como” é fundamental.
Como a performance faz o ato?
A ação é abertura da questões, uma ação que modificava o pensamento.
No período medieval aconteciam diversas manifestações  performáticas em feras e nas ruas, exemplo disso é o exercício do “Peixe” onde Galileu passava pelas ruas com um peixe grande e fedido, para transformar a ação em relação ao outro.
Uma ação que te mobiliza para ter uma relação diferente ao outro.
“Se perde-o a capacidade de mobilizar as pessoas com o teatro” -Talvez- “um reflexão sobre”
Reinventar  os espaços, observar os espaços, e como o outro olha nos modifica. Levantar questões sobre a condição humana o estar no lugar. Outras competências sobre as coisas do mundo, ampliar as relações e percepções.
Construir outras competências performativa é o efeito gerado pela a experiência sobre o ato. Mesmo sentado em uma poltrona pode ser performativo, mas com entregar diferentes.



Programas
1-Ocupar o mesmo lugar no espaço;
2-Perder o equilíbrio testando os próprios limites;
3-Falar deitado sobre os próprios medos;
4-Andar de olhos fechados contando piadas;
5-falar o mais rápido possível sem perder a articulação;
6-Ajudar uma pessoa atravessar a sala sem tocar no chão;
7-Falar 3 minutos tudo o que passa na cabeça;
8-Dizer uma sequencia de palavrações sem mudar o ritmo;
9-Fazer ações cotidianas como se fosse super-herói;
10-Olhar para outro sem pensar e descrever o outro em 10 segundos;
11-Espalhar segredos escritos em papel, sem assinar o nome, e sem ser notado pelo grupo;


Ações-Observação
1-Simulação/ Não simulação
2-Experiencia/ Faz de conta
3-Atuação/Não atuação

Prática de Exercício
Em circulo com uma relação bem simétrica na forma, todos olhando para o centro deste circulo, respirando com profundidade. Inspirando e baixando o corpo contando até 8, voltando com o mesmo numero, ficando de quatro com inspirando erguendo a cabeça e o quadril, expirando encolhendo cabeça e quadril, fica de cócoras cada um de seu jeito. Viramos de costa para fora do circulo, respirando com sons de vogais.
1-Escorregar
2-deslizar
3-Cair
Caminhar pelo espaço e encontrar um parceiro, fica um de frente para outro, fazer movimento mas ninguém comandar esse movimentos temos que estar conectados nas ações.
Através do numero que cada um escolheu vai para um canto da sala e começa explorar as ações já previamente estabelecida.



Em circulo cada grupo, vai ao centro refazer as tarefas, e alguns escolheu tarefas que ficaram sozinhos, apresentam no centro do circulo suas ações.  



1-Desequilíbrio com domínio técnico, o corpo quando encontra outros movimentos encontra outras corporeidade e projeção de voz. Modifica e explora o risco. Representação e não experiência. Esse desequilíbrio é bem difícil de fazer, pois queremos estar no controle a todo o memento. Sozinho
3-Experiencia pessoal senti as coisa que me deixavam com medo, fiquei tremula e com essa experiência pretendi acessar um estado no chão. Fiquei tremula e chorei.
6-Cumplicidade de grupo uma importância para o que se estava sendo feita, não atuação, uma ar lúdico com a cumplicidade de todos olho no outro em realizar a tarefa e o quanto isso modifica o nosso interesse sobre a tarefa.
7-Evolução de atuação, misturando com experiência, ao longo foi se misturando com experiências.
 8- Os palavrões sendo projetado de forma agressiva, uma simulação, sem explorar outras maneira de serem ditas, mas com um comando de falar os mesmo com amor, o sentido muda.
9-Simulação com propriedades corporais, ao longo com comandos o imaginário foi sendo explorado de forma criativa. Um homem sozinho.
10-Comenta sobre o perfil de cada um que atravessa o circulo, mais ao longo vai inventado história, aprofundando camadas e descrição superficial do que observa no momento em que se passa.
11-Observação em palavras sobre o que sente e vive, o performer ausente na ação, ele é o ativador do processo desencadeia a ação não sendo o foco mas sim o viabilizador da tarefa.
O que achei em um bilhete;
-“Não gosto de sentir Ciúme, inveja, mas cresço com o que sinto”.  
Ação amplia as noção e o espaço, vai do impulso até a manifestação explícita. Ampliar as latências sobre as ações;
Ações psicofísica do processo interno e externo, gerando estado na conexão psicofísica;
O que, quer ver, e não percebe o que esta acontecendo, representar o presente, não tem a predefinição.
Como vai acontecer?
Tem um roteiro mais não se sabe como vai acontecer e não é improvisação, porque é no ato do fazer, “precisão relacional”
Precisão na relação no momento do fazer a ação, ampliando a visão.
Matteo comenta que na dança as vezes o desenho do dançar pode ser estéreo, porque quando o coreografo cria, ele coloca a precisão mas o bailarino coloca a técnica, o bailarino que representa o movimento pode ficar sem vida, mesmo com a beleza das técnicas.
Tensão da simulação, noção de precisão relacional; Qual a importância da ação?
Lógicas diferentes de ação. Mentir é um eco, uma dilação para um desejo no ato de replicar a mentira.
Presença através  da dilação, para quem vê, quem faz nem sempre pode ser tão ideal.
O que a atuação gera?
Tipos de presença, quer dizer que o corpo trabalha o expressivo;



Tarefa criar um “Manifesto”
1-Encontrar um lugar, e ficar em silêncio por algum tempo de 3 a 5 minutos, se percebendo de outro jeito.
2-Escrever um manifesto “pessoal”, “O que eu quero dizer para o mundo”
3-Pegar o material necessário para o transmitir a expressividade do manifesto, pensar em ações, inventar uma ação com pessoal ou sem;
4-Criar um programa, uma ação performativa, trazer a ação que materialize a experiência que eu quero instaurar;



Meu manifesto ”O Peso do mundo, começa pela as pessoal”



Não planejar o “como” e sim o que poderíamos determinar “o que”.
A ação acontece uma vez, e também pode se dar de varias vezes. O desenvolvimento da ação performática se diferencia do teatro, por não acontecer a representação, o ato é único e explosivo.
Qualidade de atenção de ser fazer uma vez, a performance como um “rito de morte”, “nascimento” entre outras coisa, que só acontecem uma vez e o quanto o ato modificam, gera uma serie de efeitos para quem faz , observa.
“Represente fica no teatro”
O fazer algo que um dia foi vivo, como no teatro que repeti os movimentos, para percepção temos que limitar algumas coisas e com isso reproduzir sensações que estimulem a arte, na relação se fazer algo que não se tem o abito.
Como por exemplo; Picasso em sua fase do azul, o artista ficou limitado somente na cor azul para explorar os tipos e texturas.
“Todo dia pode ser importante, como pode ser o hoje, agora”
Como eu me coloco nas coisa?


Prática de Exercício
Em circulo com uma relação bem simétrica na forma, todos olhando para o centro deste circulo, respirando com profundidade. Inspirando e baixando o corpo contando até 8, voltando com o mesmo numero, ficando de quatro com inspirando erguendo a cabeça e o quadril, expirando encolhendo cabeça e quadril, fica de cócoras cada um de seu jeito. Viramos de costa para fora da roda.
Bonfitto diz não aos “corpos mudos” é o manifesto dele. Corpo, impulso movimento, respiração e sonoridade.
Ter clareza para perceber que o corpo não é mudo. Porque o corpo tem que ser silêncio?
Como criar a fluidez do corpo a respiração e o som?
Um corpo pode ser condutor de corporeidades, e com diversos sonoridades.
O que sobrou da ação, quando você não tem personagem e nem história?
Latências;
O ator pode se apoiar nos personagens e esquece o “resto”;
Esse “resto” é o trabalho do performer. E o quanto podemos aproveitar, o que
estamos fazendo?
O corpo presente;
“Os fazer de conta que estamos ali”; A presença como “isca” na palavra por Bonfitto.
Que tipo de presença minha ação pede?
Será que a preparação não teria que vir do material?
Como que eu vou preparar para que isso aconteça?

-Tensão da atuação, não atuação;
-Ser um canal para ação acontecer;
-Entender e acredito;
-Não entendo mas acredito;
-Lógica do fazer para tornar vivo;
-Não observar como consumidor e sim como artista;
-Ações que envolvem instruções;
-Disponibilidade cênica;
Como se colocar no lugar do outro no ato da performance?
Teatro performativo, espaço vazio, abrir para o espectador participar. A ação performática sentindo e experimentando.
                                                   

 Post por Tatiana Duarte 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Oficina de Cena e Vídeo


Oficina ministrada pelos integrantes do Boca de Cena,  esta visou em ampliar os conhecimentos sobre cena e vídeo que o projeto já vem pesquisando. A oficina foi destinada ao grupo Tatá Núcleo de Dança-Teatro  ao qual temos parceria de trabalho.

Dia: sexta, 8 de fevereiro
Horário: das 14 às 18
Local: Auditório do Centro de Artes

Cronograma da oficina:
 Corpos Projetados - Teoria (Lumi e Tati D.)
Apresentação de repertório de vídeo e teatro relacionados com a pesquisa interdisciplinar;
Mostra de vídeos de encenações de Ariane Mnouchkine, Robert Lepage e Robert Wilson;
Apresentação dos vídeos feitos pelo projeto (os inspirados em sonhos);

 Pré-produção (Bruna e Tati S.)
Organização e cronograma;
Pensar nas etapas de produção de um vídeo;
Planejamento da interação;
Equipe.

 Produção (Eduardo e Hiro)
Parte técnica;
Equipamentos;
Planejamento de locação;
Produção-desprodução;
Interação;
Preparação de atores;
Cuidados.

 Corpos Projetados - Prática (Lumi e Tati D.)

Dança livre: Alongamentos e aquecimentos de corpo e voz; Video ODE, suporte da bailarina caminhando para amostra;
Vídeos dos sonhos / oficina Corpos projetados;
Separar em grupos: Improvisação corpo com voz e experimentos com o vídeo arte (esta parte deverá ser gravada);







Vídeo base de nosso experimento sobre a pratica na oficina.



Odĕ. from Yokoo on Vimeo.



Encruzilhada from Boca de Cena on Vimeo.

Esse foi o vídeo que experimentamos projetado para cena.

Post por Tatiana Duarte


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

“Corpos Intuitivos” sonhos como processo para criação

A equipe do projeto participou da oficina “Corpos Intuitivos” ministrada por mim. Esta oficina foi criada a partir de alguns exercícios do workshop que recebi em Santa Maria, "DO BIGODE DE DALI: O SONHO E A MATERIALIZAÇÃO DE FORMAS INCONSCIENTES NO PROCESSO DE CRIAÇÃO CÊNICA", ministrada por Juliana Ferrari, e mais outros exercícios que venho pesquisando:


- Repassando os exercícios que mais chamaram a atenção;
- Utilizei imagens do Salvador Dalí na criação de matrizes;
- Explorando um corpo que desperta a consciência  interna através de movimentos que ativam o jogo para criação.

Em nossa pesquisa foi interessante a troca de conhecimento, pois em nosso projeto temos focado a troca de experiencia com o grupo.


Relatos dos participantes:

"Adorei os resultados físicos deste trabalho, meu corpo respondeu de uma forma que eu nem imaginava que era possível, todos os espasmos e contrações involuntárias foram acontecendo e eu as deixei fluir." - Thiago Rodeghiero
 

"Posso dizer que minha experiência com a oficina foi muito boa e produtiva, pois pude quebrar várias “barreiras” pessoais e ter a oportunidade de conhecer e fazer coisas novas.
Na parte de liberação dos pontos de chacras, eu não tinha controle sobre meu corpo. Por mais que eu quisesse ficar em determinada posição, meu corpo respondia a outra coisa, fazendo-me perceber que eu não tenho controle absoluto sobre ele e tornando o exercício mais complicado. Meu corpo tremia, minha respiração ficava alterada, havia certa momentos que eu me esquecia de determinados membros (do corpo), focando-me apenas naquele que o exercício pedia, enfim, foi uma experiência de sensações diferentes." - Tatiana Sato


"Sempre a oportunidade de algo novo e diferente é legal, principalmente quando é uma experiência de uma outra área. Foi uma oportunidade bem divertida, mesmo cansativa, de conhecer mais como funcionam os processos da galera de teatro e dança." - Eduardo Souza


Post por Tatiana Duarte.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Corpos e Vídeos que interagem!

No último final de semana  eu, juntamente com a Tatiana e a Ana Laura - também integrantes do Boca de Cena - ministramos uma oficina através do projeto Olhar do Outro, que pesquisa as conexões possíveis entre o fazer teatral e o vídeo como suporte.
Entitulada "Corpos Projetados", a oficina aconteceu no espaço DCE e teve como objetivo explorar os possíveis diálogos do corpo com vídeoprojeções. E foi o que buscamos fazer durante esses três dias de encontro: experimentamos propondo aos vídeos projetados novos significados.
Nós iniciamos esboçando algumas fotos e vídeos mais relevantes sobre os trabalhos dos encenadores que buscam a aproximação da linguagem teatral com a cinematográfica. Nisto foram apresentados três que podemos relacionar diretamente com a concepção do espetáculo Olhar do Outro: Bob Wilson, Robert Lepage e Ariane Mnouchkine.
Gravamos alguns vídeos de forma que deixamos "espaços" para que, posteriormente quem fosse assistí-lo projetado, fosse instigado a partir para a interação. Feita essa gravação e mais as edições do técnico Thiago, lançamos a mostra dos trabalhos, que aconteceu no último dia. Os vídeos editados propostos para interação, devem ser publicados em breve no blog do Olhar do Outro, enquanto isso ficam aqui algumas fotos/registros do processo:
Os participantes da oficina, juntamente com os oficineiros.
Interação entre corpo, vídeo e folha de papel.

Todas as fotos tiradas estão disponíveis para visualização neste álbum do Facebook do Boca de Cena ! Vê lá!

Lumilan Noda

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

"Olhar do Outro" divulga oficina aberta ao público

A equipe do espetáculo "Olhar do Outro" - espetáculo teatral que foi dirigido por Alexandra Dias e é baseado no texto “A Gaivota” de Anton Tchekov - torna abertas ao público em geral as inscrições para a oficina "Corpos Projetados", que acontecerá nesta sexta, sábado e domingo no espaço DCE-UFPel. 

A oficina, fruto da pesquisa do grupo para montagem do espetáculo, será ministrada pelos atores Ana Laura Barros Paiva, Lumilan Noda, Tai Fernandes e Tatiana Duarte e abordará a relação de aproximação entre teatro e vídeo, um dos elementos-foco na composição e estudo do grupo.

As vagas são limitadas. Para se inscrever é só mandar um e-mail para projetoolhardooutro@gmail.com com os seguintes dados: NOME, TELEFONE, E-MAIL e CPF.




Postado por Lumilan Noda

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Preparação do artigo do Boca de Cena

   Logo no início do retorno do projeto das férias, nós tivemos uma Oficina de Interconexões de Linguagem, ministrada pela professora Alexandra Dias, onde em posts anteriores foi relatado sobre as experiências dos integrantes durante os exercícios propostos.
   O Boca de Cena está preparando um artigo sobre essa oficina. O propósito dos exercícios era promover a interação e contato entre a equipe, já que iniciamos o ano com muita gente nova e de cursos diferentes (tínhamos na época alunos do Teatro, Cinema de Animação e Cinema e Audiovisual). Abaixo está um pequeno trecho de nossos relatos para o artigo:


“Totalidade e metodologia da Oficina de Interconexões de Linguagens”

   Na oficina, nos dividimos em cinco duplas e no primeiro exercício nosso parceiro teve que fazer uma massagem em nosso corpo e depois revezamos. Trabalhamos com a mesma dupla durante toda a oficina, e um dos exercícios envolviam a confiança no parceiro, como andar pela sala, com os olhos vendados e guiados apenas pela voz do companheiro.
   A parte mais curiosa da oficina, ao meu ver, foi a hora em que nos transformamos em câmera e nos deixamos ser dirigidos pelo outro. Aplicamos nossos conhecimentos na linguagem cinematográfica e criamos uma narrativa a partir das indicações de filmagem do diretor, depois disso, tínhamos duas versões de uma mesma história: a do criador/diretor e a do câmera. Depois, utilizando o recurso que preferiu, tivemos que contar aos outros do grupo a visão que tivemos do que foi filmado. O resultado? Tivemos histórias em quadrinhos, música, interação de desenho e corpo, apresentações corporais, uma variedade grande de formas narrativas.

Tatiana Sato


“A Oficina de Interconexões de Linguagens para uma equipe multidisciplinar”

   A importância da oficina para os alunos do projeto boca de Cena está no conhecimento que necessitam adquirir sobre cinema para realizar um documentário. Foi através da proposta inovadora da professora Alexandra Dias, em sua oficina, que os integrantes adquiriram estes conhecimentos.
   Utilizando o corpo para perceber os movimentos de câmera, foi possível realizar planos de câmera fixa e trilho, além de utilizar os próprios olhos como lentes da câmera e estimular outros aspectos como direção, roteiro, câmera, direção de arte, entre outros, afinal hora eram câmeras hora diretores.

Ana Laura Barros Paiva


"O corpo como ferramenta para compreensão e assimilação da linguagem fílmica”

   O presente artigo tem por objetivo principal fazer entender como o integrante do Projeto Boca de Cena, Lumilan Noda Vieira, percebeu, em suas práticas na oficina conduzida por Alexandra Dias, a importância dos exercícios corpóreos no processo de assimilação e compreensão da linguagem fílmica. Para isso, o aluno salienta que esta oficina contribuiu na busca dos cruzamentos entre a linguagem teatral e fílmica e enfatiza que percebeu do corpo em exercício, um instrumento-chave, relevante na compreensão de uma linguagem que até então desconhecia.

Lumilan Noda


“Processo de montagem em linguagem fílmica, relacionando as partituras do ator”

   Em meu processo de edição no exercício proposto, me desprendi de coordenar meu corpo e deixei-me ser conduzida, mas as escolhas visuais foram feitas por mim, diretora da edição. Como atores, temos que pegar uma ação e desfragmentá-la em diversas partes e fazer de diferentes jeitos para então definirmos o que será, até o momento, o mais orgânico de nosso corpo. Fiz essa relação com a forma de edição mental no trabalho e senti que realizei a tarefa com toda as entregas em que estudo no teatro com um distanciamento do objeto ator e câmera.

Tatiana Duarte


“A importância da participação do processo de criação para entendimento da perfomance”

   Nesse artigo vou falar sobre a importância da participação do processo criativo da oficina para depois compreender as performances e a forma com que os colegas interpretaram e expressaram essa experiência.

Juliano Bohn Gass
 

Postado por Tatiana Sato

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Entrevista com Carlos Simioni

   CAPES/UFPel, trouxe para Pelotas Carlos Simioni e o projeto Boca de Cena não perdeu a oportunidade para entrevistá-lo. No término de sua apresentação das técnicas, Simioni nos contou como foi aplicar a oficina em Pelotas.
   Confira abaixo o vídeo que fizemos:

 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Experiências de Criação na oficina de Performance

Esta semana estava acontecendo a primeira Semana Acadêmica do Curso de Teatro da UFPel. Dentre as atividades, trouxeram de Porto Alegre, João de Ricardo, para ministrar um “oficinão” de Performance. A oficina aconteceu no COP, Círculo Operário Pelotense.
Fazendo a oficina, pude experienciar uma total desconstrução das minhas formas, trazendo o meu dia a dia e levando esse cotidiano de maneira hibrida no meu corpo. A troca de ideias, pele, corpo, me proporcionaram reflexões profundas em minhas camadas internas de atuação.
   No ato de se doar, me deixei levar para novas experiências de criação, retirando camadas e repondo com outras imagens que foram se revelando ao longo da oficina


   A pesquisa do ator, diretor e performer João Ricardo se dá sobre um olhar aprofundado na artista Lygia Clark,  que foi uma pintora e escultora brasileira contemporânea que autointitulava-se "não-artista". Iniciou seus estudos artísticos em 1947, no Rio de Janeiro.


Tinta industrial s/ madeira, 33 cm, Col. Adolpho Leirner, SP.
Fonte:http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/escultura-moderna/escultura-moderna-9.php#ixzz1vs8NPiit