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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Sonhos & Saudades do "Olhar do Outro"

Hoje tive um sonho que me deu saudades do espetáculo “Olhar do Outro”. Lembro-me de fragmentos e neste estava viajando em outra cidade, nesta cidade eu não conhecia ninguém, e estava em um bar quando pedi coisas para comer eu não tinha dinheiro para pagar. Foi quando decidi começar a me apresentar ao garçom, comecei com os espasmos até cair no chão e começar a falar o texto que era na língua local: grego. Não sem como falei mas no sonho era muito claro e definido o texto, continuei a sonhar que entrava em uma sala onde tinha vários colares com formatos e cores diferentes, o local era onde ficava os funcionário do bar, me levaram lá depois que eu tinha encenado para eles me dizendo que eu podia dormir e fica por aqui até recuperar minha bolsa.




quarta-feira, 5 de março de 2014

Qorpo de Hoje, ou Outra de Hoje "Férias"

Hoje sou outra e com um sonho que mexeu-me muito, esse sonho foi sobre o último trabalho que apresentamos “Hoje sou hum, amanha outro”  baseado no texto de Qorpo Santo.

imagem Thiago Rodeghiero

Lembro de fragmentos do sonho, que nós eu, Juliano e Joanderson estávamos em uma sala onde tinha três camas, e cada um de nós estava em uma delas, era uma escola.
Cheguei atrasada no ônibus e quando chegamos no lugar tinha esquecido minha mochila com o meu figurino, com isso tive que procurar outros figurinos, alguns rasgados e uma saia. Coloquei a saia por cima de mim e fiquei caminhando com as mãos no chão e andei por toda a escola, onde passei por uma aula de costura com três homens aprendendo a costurar, depois na rua com crianças brincando, elas ficaram assustada com aquela coisa estranha, até chegar no saguão que tinha um coquetel de salgadinhos e todos estavam lá brincando e me viram, começaram a gritar e se esconder, fui em direção ao ônibus, cheguei lá estava Joanderson que já tinha terminado sua parte na apresentação, e que também estava com medo só que ele não me disse do que seria, com isso me acordei porque fiquei com medo por ele.
Post por Tatiana Duarte 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Sonhos que me atravessam "solos"

Imagem de Gugu Portugal

Hoje tive um sonho sobre meu solo no espetáculo Olhar do Outro.
Sonhei que um professor que não sei quem era, queriam assistir um solo em aula, que cada um da turma teria que apresentar,  apresentar qualquer solo que tivéssemos.
Eu disse – Posso ser a primeira a apresentar.

Imagem João Bosco B.

(Sai para ir me arrumar, o estranho que eu estava toda de preto com meias rosa, levava comigo um caderno e canetas).
No banheiro encontrei uma guria, que não sei quem era e comecei a falar com ela coisa quaisquer,  comecei a ficar nervosa, e fiquei enrolando com perguntas e situações para não apresentar mais.
E me perguntava: -Porque disse que seria a primeira a apresentar. Quando o certo deveria era me assassinar, motivo esse que me deixe viva, mesmo morta.
Não queria ensaiar pois poderia perder o impacto de sentir as coisas, então fiz um lista de coisa mentalmente de como meu corpo se transforma e se deixa transformar pelas ações de espasmos e cansaço e acordei. Se apresentei foi mentalmente para mim mesma.

Imagem de Thiago Rodeghiero

Post por Tatiana Duarte

sábado, 10 de novembro de 2012

Relato sobre a oficina "Corpos Intuitivos"


Embora de uns tempos pra cá eu tenha me interessado bastante pelo universo dos sonhos - pois o texto "A Gaivota", com o qual trabalho, aborda um pouco isso  - ainda não havia presenciado, e muito menos tido a oportunidade, de participar de uma oficina como esta que a Tatiana Duarte nos ministrou há duas semanas.
 
Através disso nos submetemos a práticas específicas em que usávamos os nossos próprios sonhos, num processo único de construção criativa. Geramos, com isso, materiais para a cena teatral ou até mesmo para outros trabalhos em arte, de forma que estávamos livres para nos apropriarnos da forma que quiséssemos de algo que, no fundo, sempre foi nosso.
 
Fizeram parte da oficina uma sequência que foi desde aquecimento, observação de imagens de Salvador Dali, movimentação livre inspirados por essas imagens, utilização da voz, exercícios energéticos, escrita textual intuitiva, contação dos sonhos e representação corporal de cada um desses sonhos.


O exercício com as imagens: acessando uma matriz
 
Durante a parte em que estávamos nos expressando corporal e livremente pelo espaço do tablado, havia várias imagens impressas em folhas de papel, expostas no chão. Eram imagens surrealistas do
Salvador Dali. Nisso, a Tati nos orientou para que deixássemos ser atravessados por essas imagens, isto é, que nos permitíssemos associá-las às movimentações nossas que fossem surgindo. Dado certo tempo submersos nesse exercício, sem interrupções ela nos orientou para que deixássemos que o corpo emitisse sons que os movimentos pedissem.

Com isso, comecei a soltar uns sons meio anasalados mas ainda não senti que fossem naturais, até que, inspirado por uma imagem que parecia ser uma foto do próprio Salvador Dali, passei para uma movimentação espontânea que enfim  me proporcionou uma sensação interna muito diferente do que estou acostumado a sentir, esta era dotada de uma força interna não racionalizada.

Nisso deixei o corpo se expressar vocalmente. Aqueles sons que eu emiti eram como se fossem falas, uma espécie de blablação que mais parecia um outro idioma; era uma voz meio enrouquecida que, quando expressa, simultaneamente meu corpo reagia tremulando. Naquele momento, percebendo que um material interessante estava vindo, segui explorando aquele movimento e sons por mais alguns minutos. No final da oficina, comentei com os colegas que tive uma sensação de reconhecimento daquela voz e sensação, me remetia a alguem mais velho, que resmungava alguma coisa. E que queria voltar a fazer este exercício para acessar aquilo novamente.

Através dos estímulos externos e internos atingimos uma cadama mais interior do nosso ser, expondo materiais ricos para criação cênica. A exemplo disso, saí pensando na construção de um personagem ativado por aquela matriz que acessei na oficina. Fiquei pensando bastante sobre as possibilidades para a cena através desse método e sugerí a Tatiana que, mais adiante, retomássemos a oficina mais uma vez. Acho que o que fizemos foi resgatar uma simbologia interna contida dentro de nós e transpô-la para a cena.

Lumilan Noda