sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Vídeo no espaço do Monjolo com performances


   Sexta-Feira, dia 11/11/2011, a partir das 19h em frente ao Café Monjolo (Rua Conde de Porto Alegre, 221, quase esq. Alberto Rosa) vai acontecer a semana extendida, evento de encerramento da semana acadêmica das Artes Visuais da UFPel. Os acadêmicos dos curso de teatro, dança, música e cinema também vão apresentar alguns trabalhos. Dentro deste vão acontecer diversas atividades, dente elas o Vídeo no Espaço, Coordenadas pelo prof. Chico Machado, projeto esse que já se encontra em sua 3º edição.



   Eu, Tatiana, irei apresentar um trabalho de ação cênica multimídia, uma homenagem aos trabalhos de performance e teatro que fiz, com diretor João Bosco B., nos anos 2000  nas cidades de Rio Grande e Rio de Janeiro.
   Peguei os vídeos feitos pela Artista Domenica Ortiz, que acompanhou a apresentação dos trabalho nesta época e compilei um material para fazer a: "Morte aos Assassinos".
  O vídeo no espaço contará com uma projeção na rua, na parede do Centro de Artes e está programado para começar assim que cair a noite.

Postado por Tatiana Duarte

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Liquidificando as culturas


   Nas últimas semanas tenho percebido a correria do semestre e dos projetos paralelos a universidade. Há uma semana atrás, por exemplo, eu estive em Montevidéu, Uruguay.
    Fui como integrante de um outro projeto também vinculado a Ufpel, o "Nals", núcleo de arte, linguagem e subjetividade. Lá apresentamos um "taller" que é uma oficina, sobre "Tramas do sensível"- "A reta é o caminho mais chato entre dois pontos"(Veríssimo, 73).
    Buscamos por esse caminho o "entre-lugar", dessa maneira utilizamos atílios (borrachinhas) e ao som de supapo, celestina (o instrumento que está nas minhas mãos na foto acima) e flautas uruguayas e bolivianas, começamos a construir nossa grande trama.


   Voltei dessa viagem maravilhosa com muitos sentimentos acesos em mim e com foco que "nosso norte é o sul". Toda a latinidade, a história de nossos índios e escravos que na verdade "não é contada na história". Por exemplo, aqui na cidade de Pelotas temos os grandes casarões que são praticamente louvados. Tudo que se quer por aqui é conservá-los.
   Mas eu pergunto, a história de Pelotas é contada debaixo ou de cima da terra? Pois, é debaixo dos casarões, nos porões que viviam nossos negros, escondidos nos escombros.
   É lógico que essas reflexões vão muito além do que aqui escrevo. Mas pode ser um começo, uma alerta para a nossa verdadeira história.


   Para terminar  não poderia deixar de falar no Candombe - a cultura dos tambores afro que o povo uruguaio se encarrega de mantê-lo vivo de geração em geração com muita competência.
   (...Aquelas mãos calejadas de trabalho e de tambor, não mais me esquecerei).
  O contato com o candombe toca ao coração através do sensível, do audível. Emoções inesquecíveis.
  !Muchas gracias por todo!

Postado por Tai Fernandes

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Experimento de Stop Motion

   Hoje nos reunimos para fazer um trabalho com o intuito de apresentá-lo amanhã, para nosso professor de Atelier de vídeo.
    Era de Stop Motion, que é uma técnica de animação na qual o animador trabalha fotografando objetos, fotograma por fotograma, ou seja, quadro a quadro. Entre um fotograma e outro, mudamos um pouco a posição dos objetos. Quando o filme é projetado a 24 fotogramas por segundo, temos a ilusão de que os objetos estão se movimentando.



   Porém, depois de muito tentar, vimos que fizemos muitas coisas erradas, pois não tínhamos os materiais adequados, como por exemplo, tripé, câmera de melhor qualidade. Embora tenhamos ficados felizes pelo divertimento que a atividade proporcionou, não chegamos ao ponto que queríamos.

Postado por Ana Laura Paiva

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Théâtre du Soleil: diluindo fronteiras entre teatro e cinema

Ariane Mnouchkine
Enquanto a encenadora francesa do consagrado Thêàtre du Soleil propõe, nas suas encenações, um diálogo aproximado entre cinema e teatro - tanto nas peças como nos filmes que produz - nós, do projeto Boca de Cena, pesquisamos formas de estabelecer uma relação que também aproxime essas duas linguagens, seja por intermédio de performances, vídeos, ou do próprio teatro mesmo. Tendo em vista isso é que resolvi criar esse post, também aproveitando que foi sobre Ariane Mnouchkine a apresentação do meu seminário na disciplina Encenação Teatral II.

Théâtre du Soleil é uma companhia francesa importante, possuidora de um trabalho peculiar e muito interessante, e que tem por fundadora esta genial diretora que acabei de citar e que venho, aos poucos, sabendo mais a respeito. 

O Cooperativismo da Companhia

O grupo trabalha no sistema de cooperativa, isto é, eles recebem a mesma quantia em dinheiro, todos os meses. Além disso os responsáveis pelas montagens de cenário, organização do palco e do material cenográfico também são os atores, ninguém está ali única e exclusivamente para atuar. Além disso, o grupo trabalha com processo colaborativo, aonde todos os integrantes (e não apenas os atores) contribuem para as construções dos espetáculos.


                                                 O Grupo Rompe Com o Fazer Teatral Tradicional
 
Les Naufragés Du Fol Espoir
Ariane Mnouchkine propõe um teatro diferente: o grupo monta tendas especialmente para suas apresentações e em suas montagens, antes do iníciar do espetáculo mas com os artistas já posicionados,  a concentração dos artistas é testada assim mesmo diante do público. Um exemplo é que em uma das apresentações, antes de iniciar o espetáculo, Mnouchkine perguntou de longe a um dos atores: "Quem é você e o que está fazendo aí?"; as respostas do ator foram todas sem desconstruir a personagem, o que acaba trabalhando a concentração dos atores e provocando a descontração da plateia, da companhia e da própria Ariane antes de começar o espetáculo.

   Os Espetáculos Lembram a Linguagem do Cinema

Les Éphémères
Uma das características fortes evidentes em montagens do T. du Soleil é a relação teatro-cinema que propõe, por exemplo, na peça que esteve em curta temporada no Brasil recentemente: Les Naufragés Du Fol Espoir. Essa peça inicia com os personagens como se estivessem gravando um filme, o que acaba deixando o público a par de muitos efeitos especiais reais utilizados na gravação de filmes (Foto acima). Em Les Éphémères os espaços de atuação se deslocam e giram, dando a impressão que equivale a uma câmera de cinema, quando gira em     torno de algo e mostra diversos ângulos possíveis de uma mesma cena (Foto 2, à esquerda).

A Linguagem Teatral é Expressa nos Filmes
Em Molière, direção de Ariane Mnouchkine, os atores utilizam de técnicas do teatro para deslocarem-se. Link do vídeo: http://youtu.be/mIpoWXVAWEU 

A Linguagem Cinematográfica é Expressa no Teatro
Trechos de Les Naufragés Du Fol Espoir :


O grupo também tem site. O endereço é http://www.theatre-du-soleil.fr/

Postado por Lumilan Noda

domingo, 6 de novembro de 2011

Experimentos para mostra de extensão



I ENCONTRO DE EXTENSÃO E PESQUISA DO NÚCLEO DE ARTES CÊNICAS

   18, 19 e 20 de Novembro de 2011, nós do projeto estamos elaborando um vídeo, com experimentos de imagem e atuação. Vamos apresentar o resultado na mostra dos projetos de extensão dos cursos de teatro e de dança da UFPel.

Postado por Tatiana Duarte