quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Deixo aqui algumas reflexões entre teatro e política

   Na vida cotidiana e também na extra cotidiana, estamos sempre em um estado de ação e reação. Somos movidos e influenciados pelo meio, da mesma maneira que também intervimos nele.

   Carregamos em nossas ações, em nossos argumentos e em nossa forma de expressão uma série de codificações, ou seja, uma série de informações que nos foram transmitidas ou adquiridas.

   Pode-se dizer que o mesmo acontece com o teatro, partindo do princípio, que o teatro é feito por homens e, portanto também de política, pois essas idéias ou ideais não são dicotômicos.

   O teatro, por ser um veículo que se comunica com o espectador, faz com que mensagens ou signos cheguem até ele podendo influenciá-lo ou instigá-lo em sua vida pessoal ou profissional. Muitas vezes essas mensagens são decodificadas ao longo dos dias, no caso, pós- espetáculo.

   Política é uma posição, uma postura, uma ferramenta e, nesse sentido, não há espaço para a “não-expressão”, para a “imparcialidade” ou para a “inexpressividade”, pois a palavra, o gesto e a ação revelam situações históricas ou contextuais que criam um elo com o espectador no momento em que permite tal leitura do que lhe é apresentado.

   Não há como afirmar que o teatro não é politizado, pois a política está em tudo, porém, é nítido que muitos grupos ao invés de manifestar sua posição ideológica preferem semear no espectador tal reflexão. O que é, na verdade, uma decisão política e crítica, que estimula, que forma opinião.

   Em suma, podemos dizer que esses dois mecanismos: Política e Teatro, estão interligados como ferramentas que se completam em si.

  Podemos classificar grupos que carregam essa politização mais nitidamente, como podemos também assistir um espetáculo sem conseguir classificar imediatamente seu conteúdo e forma, mas se dedicarmos nossos estudos ao período histórico da obra ou do autor, certamente conseguiremos classificar questões políticas que vão muito além do que se refere a governo ou partidos políticos.

O que vocês pensam sobre isso?
Deixo claro, que nesse texto, procurei me abster de teóricos.
Apenas reflexões para exercício da mente e da escrita.


Postagem de Tai Fernandes, graduanda do curso de Teatro da UFPel.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O Teatro do Chapéu Azul convida...

   Dia 21 de setembro, a partir das 21h, acontecerá mais um Sarau Libertário.
   O Sarau Libertário é um evento onde se encontram literatos, músicos e enxadristas a fim de compartilhar momentos agradáveis entre amigos.
   A ideia é transitar por locais de entretenimento noturno que tenham aproximação com esta proposta. A primeira edição ocorreu durante o Lançamento do Festival de Inverno de Pelotas, na Cervejaria Santa Martha. Desta vez, o local visitado será o Pub Amsterdam, que fica na Gonçalves Chaves, entre Telles e Dom Pedro II.
   O Sarau Libertário é voltado a todos que queiram se manifestar artisticamente e quem quiser participar será bem-vindo! O microfone estará aberto, é só chegar!
   Também a Confraria do Xadrez convida os interessados a levarem seus tabuleiros e suas melhores jogadas.
   Até a meia-noite, a entrada é livre . A partir deste horário, haverá show do Grupo Bebadosamba, em comemoração ao aniversário da vocalista Landa Ciccone. O ingresso para o show é R$5,00

O QUÊ: Sarau Libertário – literatura | música | xadrez
QUANDO: 21/09 – das 21h a meia-noite
ONDE: Pub Amsterdam Night House | Gonçalves Chaves, entre Telles e Dom Pedro II.
QUANTO: Livre | Após meia-noite show com Bebadosamba a R$ 5,00.

   O Teatro do chapéu azul é amigo da Casa Joquim. E estará realizando performances na festa  que o Joquim visitará o Galpão no dia 11 de setembro, fiquem ligados.
   Eu, Tai Fernandes, estarei lá... performatizando idéias!

Postado por Tai Fernandes