sexta-feira, 13 de maio de 2011

"O Passo" de Lucas Ciavatta: workshop em Pelotas


DA SELEÇÃO:
1.    Poderão se inscrever para a residência artística “O Passo” com Lucas Ciavatta todos os alunos regularmente matriculados nos cursos de licenciatura em dança, música, teatro e artes visuais no semestre 2011/1;
2.    Para participar do processo de seleção o aluno deverá comparecer pessoalmente no dia 14 de maio de 2011, às 14h, no teatro do COP, a fim de participar de palestra introdutória e sorteio das vagas;
3.    Em caso de impossibilidade de participação presencial no dia do processo seletivo, o aluno pode nomear um representante, através de procuração de próprio punho;
4.    As vagas dos alunos dos referidos cursos serão definidas por sorteio;
5.    As vagas para a comunidade serão definidas pela comissão do Projeto Prodocência.

Método do "O Passo"

O Passo é um método de Educação Musical criado por Lucas Ciavatta em 1996 e, atualmente, utilizado no Brasil e no Exterior.

O Passo não trabalha visando este ou aquele tipo de realização. Ele trabalha com a construção de uma base, algo que traz inúmeras possibilidades e abre uma porta, não apenas para os ritmos e os sons, mas para a rítmica como um todo e para uma real aproximação com o universo sonoro.

O Passo surge em resposta ao processo altamente seletivo do acesso à prática musical tanto nos espaços acadêmicos quanto nos espaços populares.

Sua maior inspiração veio da riqueza do fazer musical popular brasileiro, principalmente no que diz respeito à relação corpo e música no processo de aquisição do suingue.

Baseado num andar específico e orientado por quatro eixos (corpo, representação, grupo e cultura), O Passo introduziu no ensino-aprendizagem de ritmo e som novos conceitos, como posição e espaço musical, e novas ferramentas, como o andar que dá nome ao método, notações orais e corporais e a Partitura d’O Passo.

O Passo propõe que cada evento musical, rítmico ou melódico, seja identificado, compreendido e escrito, oral, corporal e graficamente. Uma diferença com relação a outros métodos é a constante preocupação de neste processo nunca dissociar qualquer evento musical do fluxo que lhe dá vida. Entender o que é um contratempo é bem mais que entender o que é a metade de um tempo. O mais importante é entender o fluxo que movimenta o contratempo e o espaço musical onde este fluxo se dá. Um espaço musical é um intervalo de tempo representado na mente sob forma de imagens, através do movimento corporal. Qualquer músico, erudito ou popular, para realizar um contratempo, marcará com o corpo, de alguma forma, o tempo. É assim, na vivência do fluxo, que ele resgata a imagem do que é um contratempo e o realiza. Da mesma forma, saber o que é um “lá” é bem mais que saber o que é um som que vibra a 440Hz. Saber o que é um “lá” é conhecer seu contexto, toda uma série de relações tonais que movimentam este som em termos harmônicos. Todo o processo de afinação passa pelo conhecimento deste fluxo de progressões harmônicas.


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Jaguarão, patrimônio cultural

   Por unanimidade, os 15 representantes do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural de 2011 votaram a favor do tombamento do Conjunto Histórico e Paisagístico de Jaguarão. O processo inclui a ponte Barão de Mauá, ligação entre Brasil e Uruguai. Este é o primeiro tombamento de um monumento binacional. O Conselho Consultivo é ligado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
  A cidade na fronteira com o Uruguai conserva um acervo considerável de bens culturais, com edificações coloniais, ecléticas, art déco e modernistas que variam em tipologias, formas de implantação e acabamentos.

  http://blog.agenciapreview.com/?p=1779

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Manifestação performática no Campus Porto

"Na UFPel... na UFPel... sem água e sem luz estarei."
   Assim cantava a procissão dos alunos de Teatro e Dança nesta noite de segunda-feira (dia 9), nos arredores do Campus Porto. Os universitários manifestaram a insatisfação com a precariedade da iluminação e água no espaço físico que abriga os respectivos cursos. Alunos de Teatro e Dança  - acompanhados também por alunos da Filosofia, Pedagogia e História que, sensibilizados, apoiaram o protesto - saíram às ruas segurando velas e lanternas, pedindo por condições melhores dentro (e fora) do espaço aonde têm aulas.


 "Estamos protestando porque o curso de Teatro está com iluminação precária há quase um mês, e a água do bebedouro, imprópria. Aconteceu inclusive de algumas pessoas beberem dessa água sem saber". 


 Hélcio Barbosa - Acadêmico do Curso de Teatro



 A Performance Teatral

Antes e durante a procissão foi feita uma performance relacionada com o contexto:

havia um personagem oferecendo água para as pessoas que, entrando naquele jogo teatral, obviamente recusavam a água oferecida. "Bebam da água deste bebedouro... tão limpa que chega a ter cor", dizia o personagem oferecendo à multidão. Também havia uma segunda personagem que manteve-se o tempo todo à procura de uma luz para poder ler.

Embora água e iluminação fossem o foco que motivou a mobilização, também somaram-se aos gritos pedidos por mais segurança e professores.

Pedro Porto dos Santos, aluno de Filosofia e integrante do DCE, reconhece a importância da união estudantil na exigência de condições básicas e melhorias dentro da Universidade Federal: "É muito importante que haja uma conexão entre os cursos e que lutemos para que os problemas sejam solucionados. A falta de segurança daqui pode ser uma falha de planejamento mas se fizermos algo, seremos vistos, assim nos darão importância", diz. 

A manifestação durou cerca de uma hora.


Postado por Lumilan Noda