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domingo, 1 de junho de 2014

Contribuições do Teatro Contemporâneo

No decorrer da disciplina de teatro contemporâneo, ministrada pelo professor João Lima em 2013, passamos por vários teóricos da arte da cena, a disciplina nós ajudou a compreender as pesquisas de uma época passada, cruzando os conhecimentos para entendermos nossa atualidade. Nesta busca fizemos reflexões em aula sobre a trajetória que amplia e aprimora os estudos da cena e atuação, suas potencialidades e a compreensão de como desenvolvemos nosso teatro.


O percussor das pesquisas sobre a arte da cena foi Constantin Stanislavski com a sua sistematização do trabalho do ator, o primeiro que colocou no papel suas anotações e pesquisas. Foi ator e diretor Russo de teatro, de família rica, e em seu trabalho o teatro tinha que ter esforço sério, que exigia dedicação, disciplina. Propôs aos que pesquisavam com ele um método, onde poderiam assumir qualquer papel com verdade e emoção. Stanis tinha uma visão afrente se seu tempo, colocando em cena uma atuação emotiva, Vsevolod Meyerhold participava do grupo de estudos deste período.


O ator e pesquisador discípulo Stanislavski, Vsevolod Meyerhold, foi um russo e soviético, ator e diretor de teatro, também produtor teatral, ele vai além sobre os conhecimentos do corpo do ator, e como este se coloca em cena, simbolismo e cenários não convencional onde é estudado nos dias de hoje. Seus cenários que representavam máquinas, e fez com que o corpo com a biomecânica construído a favor do exercício cênico para uma atuação engajada.


Em busca de um teatro político Piscator quer estilo "neorelista", teatro que repercutisse as preocupações de lutas dos proletariados, que os atores não fossem individuais e saíssem de representações estáticas. Os conceitos de escrita teatral como intervenção do dramaturgo, adaptação de textos alemães. Indo em busca do teatro das experimentações e estruturação de quadros curtos, contradições e fracassos. Piscator passou pelos períodos de guerras, participa do movimento Dada do Café Voltare, onde aprendeu a técnica da montagem e o poder da imagem visual no teatro, um espetáculo "pré- Épico".


Dando sequência a um movimento que já vinha acontecendo anteriormente por Meyehold, o teatro épico, Bertolt Brecht propõem uma forma teatral que polemiza a ação, espaço e tempo despertando o espectador como um ser social perante a um espetáculo teatral. O espectador não é mais passivo na recepção de obras, não sendo iludido pela catarse, Brecht rompe com os paradigmas de um teatro clássico, fazendo com que o público pensasse ativamente sobre o que se vê.


O grande Poeta Antonin Artaud e seu Teatro da Crueldade, fazendo-nos engolir as vísceras do teatro vivo, latente com voz fez o “manifesto da Crueldade” e, deixou um legado de ideais importantes para o pensamento de uma atuação verdadeira. O filosofo maldito, como era intitulado, fez o teatro cruel correr pelo sangue e sensações purulentas contaminado onde passava com as ideias e conceitos de uma verdade genuína para compressão da peste no teatro.


Jerzy Grotowski e a pesquisa do teatro pobre, dando o seguimento ao que mestre Stanis que não pode concluir em vida, mergulha a partir do mestre desenvolvendo seu treinamento e métodos. Grotowski quer um ator preparado para cena, um ator com o corpo vivo e pronto para o jogo, impulsos que fazem o ator construir seus personagem e, dando mais do que um corpo, ecos de potência junto com a voz e textos que transmitem sentidos de experiência múltiplas em cena, o ator santo. A arte como veículo o detalhe da precisão, vigor, não é um teatro representado, é a formação do ator, educação pelos cantos, textos e ações físicas a base esta no ator e não mais no espectador, objetividade do teatro ritual.


Eugenio Barba e sua antropologia teatral que parte de processos pragmáticos sobre as técnicas que estudam e investigam a formação do ator, multicultura, performance e essa pesquisa é aprofundada na cena e na vida. Desenvolve sua pesquisa teórico prática com os participantes da ISTA (International School of Theatre Anthropology) criando experiências para essa técnica expressiva de corpo e voz, comportamento pré-expressivo, comportamento cênico e conduta corporal aos integrantes pesquisadores em aprofundar seus conhecimentos.


Pina Bausch transgressora da dança, colocando a expressão do cotidiano em forma de poesia corpórea no palco. Dança teatro como linguagem, aproximando teatro da dança, primos irmão de cena. Seus espetáculos marcantes de expressão e pessoas vivas em cena, movimentos e repetições que vão pluralizando os sentidos para o espectadores e o bailarinos, que sai de uma técnica estanque, desbravando o movimento de sensações e sentimentos individuais. Em cena o organismos vivo que celebram um conjunto de ação e experiências. Cenários naturais em cena como organismos vivo, colocando também seus bailarinos na rua e movimentos do cotidiano expandindo assim a dança.


A encenadora francesa Ariane Mnouchkine do consagrado Thêàtre du Soleil propõe, nas suas encenações, um diálogo aproximado entre cinema e teatro, esse olhar cinéfilo vai para seus trabalhos como diretora, tudo exposto em cena, como em um ritual, seus ensaios são com corpo através do texto o corpo esta sempre ativo pontuando a esse corpo em cena.
E chegando na minha história como atriz/performer, permito-me acrescentar que a performance é o elo de ligação de todos esses encenadores contemporâneos. A performance vem com elemento multiplicador e transformador no sentido que podemos usar qualquer espaço e o corpo em cena, o que importa é a experiência tanto do espectador quanto do performer. Por intermédio de performances, outras áreas de conhecimento se misturam como o vídeos, dança, literatura, musica entre outras. A dramaturgia é multifacetada os cenários urbanos complementam o ato, podemos seguir tarefas que se estendem em atos performático, o público fica livre para entender ou não um ato performático a pesquisa pode ser individual ou compartilhada. Refletindo o contemporâneo que nós fazem colocamos em riscos assumindo posturas no cotidianos, abrindo mão de viver como artistas educadores vejo a performance como trampolim para me colocar em modo de “experenciar” a vida e a arte nas pessoas e no mundo onde vivemos. Creio que a performance da conta das pesquisa onde alguns encenadores queriam que seus atores passassem para a busca da verdade em cena, romper com a falta de sentimento de verdade um corpo que sue se comuniquei.

sábado, 16 de novembro de 2013

Encerramento da Feira do Livro no Lyceu

Na noite de sábado, no prédio do liceu da UFPel, houve uma noite muito especial, nos do projeto Boca de Cena abrimos a noite com o nosso espetáculo, o "Olhar do Outro" para Vicky Cortés e seu espetáculo “Enmaceta”. O projeto que vem realizando apresentações em escolas e já esta fechando seu calendário 2013.



Fotos de Cleber Sadol

No próximo sábado, 16, Vicky Cortés estará em Pelotas apresentando seu espetáculo “Enmaceta”. O evento faz parte da 41° Feira do Livro de Pelotas, e ocorre às 22h no Prédio do Lyceu, com produção da Editora da UFPel e Rádio Federal. Vicky Cortés possui uma extensa experiência como intérprete na Costa Rica e em países da Europa. Na Costa Rica trabalhou com os coreógrafos mais representativos e formou vários grupos independentes. Na Alemanha, trabalhou como bailarina convidada com Susanne Linke e sob a direção de Pina Bausch, coreógrafa, dançarina e diretora de balé alemã que revolucionou o mundo da dança.


A artista estará apresentando o espetáculo “ENMACETA”, que teve como ponto de partida desmistificar as supostas realizações femininas neste sistema patriarcal que vivemos. Um olhar crítico sobre o olhar atribuído a mulher, sujeita a mecanismos de domínios e sobras do sentido existencial, ligando-a aos laços invisíveis que a asfixiam. O espetáculo possui como pretexto vislumbrar paisagens de realidades interiores, sobre o olhar crítico supostamente feminino no sistema patriarcal. É uma obra performática, uma instalação em movimento. Com pinceladas de humor, a obra nos leva a uma viagem intima da mulher isolada, nos deixando de frente aos absurdos de suas próprias ilusões, miragens que a detém, assim como, com a dependência eterna das relações impossíveis.

Desde 1998, Vicky Cortés trabalha como coreógrafa, diretora e dançarina de forma independente, onde a coordenação dos trabalhos se dá de forma aberta, com a participação de pessoas de diferentes disciplinas artísticas.

Desde quarta-feira está em Pelotas, realizando uma residência artística com o grupo Tatá do Programa de Extensão Núcleo de Dança-Teatro do Curso de Dança-Licenciatura da UFPEL.

Censura do espetáculo: 16 anos